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MUTHIYANA DE FIBRA: Quero resgatar vítimas de uniões prematuras

Abril 10, 2021 289

Nome: Flávia Lídia

Gumende Idade: 32 anos de idade

Naturalidade: Maputo

Ocupação: Jornalista e copywhriter

Conquistas: É Mestre em Jornalismo e Medias Digitais pela Universidade Pedagógica e Licenciada em Linguística e Literatura pela Universidade Eduardo Mondlane. Ao nível técnico médio, fez Relações Públicas na Escola de Jornalismo. Revela que, “na altura da minha licenciatura, não tínhamos ainda em Moçambique o curso superior em Relações Públicas, que era o meu desejo”. Entretanto, conta que quando terminou a 12.ª classe participou num concurso de jornalismo investigativo no Centro de Documentação Samora Machel, e o tema de destaque era “Moçambique no contexto da África Austral de 1964-1975”. Explica que “o objectivo era escolher um tema dentro deste período e trabalhar nele, e o meu tema foi sobre a luta de libertação nacional. Fiquei em 2.º lugar a nível do país e ganhei um prémio de 20 mil Meticais”. A partir deste concurso afirma que descobriu a vocação para a área de comunicação, sendo que, para além do prémio, “fui convidada para trabalhar como colaboradora do 'Savana', na página cultural e o Savana Eventos, e do 'mediaFAX'. Três anos depois, enquanto terminava o ensino superior, trabalhei como jornalista e apresentadora na TOP TV, e como copywhiter em agências de comunicação Brands, Playground e Touch. Fui adicionalmente coordenadora na área de comunicação e marketing numa das empresas do Grupo Entreposto e hoje também coordeno a área de comunicação e advocacia em uma organização não-governamental”. A "muthiyana" de fibra do jornal domingo revela que a sua maior conquista é “amar o meu trabalho”. Confessa que trabalha com muito prazer “e sinto que estou a dar algum contributo não só na área, mas no país, criando estratégias que visam dar mais visibilidade a iniciativas com enfoque nos direitos da criança e resgate de meninas em diversas situações vulneráveis”. Flávia é uma mulher e tanto, de fortes convicções, sendo que, “como moçambicana que sou e de acordo com os conhecimentos que tenho e aprendi, defendo que o homem e a mulher têm os mesmos direitos e a minha luta diária também é fazer perceber a sociedade que tanto as mulheres, como os homens devem ter as mesmas oportunidades e é preciso respeitar os direitos de cada um. As boas acções são como uma inspiração para mim. Como exemplo refiro-me às acções que têm como objectivo trazer as meninas vulneráveis de volta às suas casas, lares e escolas, uma vez que trazemos a esperança de um futuro melhor. E tudo quanto faço na sociedade: projectos, iniciativas, nunca visa provar que sou capaz, mas sim para dar um singelo contributo para o desenvolvimento da nação moçambicana”.

Sonho: “Criar uma entidade para resgatar várias crianças em situações vulneráveis e meninas vítimas de uniões prematuras e gravidezes precoces, que estão abandonadas, sem qualquer tipo de apoio. Esta seria uma forma de devolver a esperança de um futuro melhor a este grupo”.

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