EM APENAS 24 HORAS: Covid-19 mata 18 e infecta mais 858 pessoas no país

Moçambique registou um recorde de 18 óbitos vítimas da covid-19 em apenas 24 horas, elevando o cumulativo de mortos para 234, revelaram ontem, sábado, as autoridades sanitárias do país.

No mesmo período, os testes realizados resultaram em 858 novas infecções, de um total de 2894 amostras que chegaram aos laboratórios públicos e privados.

Das 18 pessoas que perderam a vida, uma é da província da Zambézia e 17 são da cidade de Maputo, sendo que 10 são do sexo masculino e as restantes oito são do sexo feminino.

Refira-se que dos novos casos reportados, 822 são de nacionalidade moçambicana, 19 são estrangeiros e 17 estão ainda por apurar. Segundo as autoridades sanitárias, todos os novos casos resultam de transmissão local.

Os dados disponibilizados pelo Ministério da Saúde (MISAU) indicam que 435 novas infecções são homens e 423 do sexo feminino, sendo que destes 32 registaram-se em menores de cinco anos de idade, 213 entre os 25 e 34 anos e 41 com mais de 65.

A capital do país lidera a lista das novas infecções com 298, seguida da província de Maputo, com 208 contaminações detectadas. O país já totaliza 1139 pacientes internados, com a entrada de mais 62 pessoas entre sexta-feira e sábado, somando 205 pacientes que se encontram sob cuidados médicos nos centros de internamento e em outras unidades hospitalares.

As autoridades sanitárias indicam que os novos internados padecem igualmente de patologias crónicas diversas, sendo a hipertensão arterial e diabetes as mais frequentes. Os dados sobre pessoas recuperadas de uma infecção continuam animadores. O comunicado do MISAU aponta que mais 144 pacientes estão curados, 136 deles da cidade de Maputo e oito da província da Zambézia. Entretanto, face ao cenário tenebroso que se tem vindo a registar com a subida diária do número de casos de novas infecções, o MISAU apela ao cumprimento rigoroso das medidas de prevenção contra a covid-19.

O informe diário que chegou à redacção de domingo destaca a necessidade de se respeitar o Decreto N.º 1/2021, de 13 de Janeiro, enquanto vigorar a Situação de Calamidade Pública. Recomenda às confissões religiosas para não excederem o número máximo de 50 participantes e respeitarem o distanciamento interpessoal de pelo menos dois metros.

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