Violência do parceiro íntimo: experiências das adolescentes e jovens na cidade de Maputo e análise dos factores de risco

O quinto objectivo do desenvolvimento sustentável enfatiza a necessidade da implementação de acções concretas com vista à igualdade do género, cuja meta é até 2030. Em Moçambique, assim como em outras partes do mundo, o mês de Novembro é marcado por acções no contexto dos 16 dias de activismo contra a violência baseada no género. Trata-se de um movimento anual que surge como resposta à necessidade de se continuar a advogar pelo fim das desigualdades de género e prevenir todo o tipo de violência contra a mulher.

Uma das formas mais comuns da violência baseada no género é a violência do parceiro íntimo (VPI). Este tipo de violência afecta homens e mulheres de diferentes faixas etárias. Nas próximas linhas escrevo sobre a VPI em adolescentes e jovens do sexo feminino na faixa etária entre 15 e 24 anos de idade. A VPI contra a mulher é entendida como qualquer acto, ameaça ou dano físico, sexual ou emocional provocado por um parceiro íntimo, com o qual a mulher mantém ou já manteve uma relação amorosa, seja ele namorado, esposo ou um parceiro ocasional, que coabita ou não com ela.

No inquérito nacional demográfico e de saúde (IDS) realizado em Moçambique, em 2011, foi reportado que cerca de 46% de mulheres nas idades entre 15 e 49 anos já sofreram algum tipo de VPI em algum momento da sua vida. O maior fardo está no grupo das adolescentes e jovens com idade compreendida entre 15 e 24 anos. Esse dado é bastante preocupante visto que as mulheres adolescentes e jovens estão expostas à VPI mais cedo, e isso agrava o impacto negativo deste mal sobre a sua saúde devido ao período prolongado de exposição. Leia mais...

Maria Suzana Bata Maguele*

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