PROVÍNCIA DE TETE: Comunidades denunciam cobranças ilícitas nas maternidades

Algumas comunidades dos distritos de Moatize e Changara queixam-se de alegados maus-tratos e cobranças ilícitas levados a cabo por alguns funcionários e técnicos de saúde afectos em certas unidades sanitárias que operam naqueles pontos da província de Tete.

De entre várias irregularidades, referem que quando as mães ou acompanhantes se dirigirem à maternidade são obrigadas a levar consigo 20 litros de água, alegadamente para o uso durante os serviços de parto, para além de alguns valores monetários.

O problema é antigo e foi apresentado, recentemente, no decurso de um inquérito sobre a responsabilidade social para melhores serviços de Saúde e Educação no âmbito do projecto “Sou Cidadão”, levado a cabo pelo Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC).

A iniciativa tem como objectivo promover apoio para a melhoria da qualidade e eficiência da prestação de serviços públicos, nos sectores de Saúde e Educação, através do fortalecimento e envolvimento dos cidadãos e das organizações da sociedade civil na monitoria dos serviços e influência de políticas.

Segundo Kalida Silva, coordenadora do CESC, as comunidades queixam-se também da falta de pessoal médico para o atendimento de doenças graves ou outras que necessitam da intervenção de um especialista.

Entretanto, confrontado pelo domingo para se pronunciar sobre as denúncias apresentadas pela população, Luís Dumba, director dos serviços distritais de Saúde, Mulher e Acção Social de Moatize, confirmou que as autoridades locais têm conhecimento, e referiu que há um trabalho em curso, por forma a fazer face a este problema que não honra a classe.

Para tal, haverá um encontro entre a direcção dos Serviços Distritais da Saúde, Mulher e Acção Social em Moatize, membros das organizações da sociedade civil, com vista a discutir estratégias para colmatar os diferentes problemas que apoquentam as comunidades.

“É necessário que nos reunamos para ultrapassar os casos identificados pelas comunidades, as lacunas, preocupações e outras necessidades para o melhor dos serviços públicos prestados à comunidade’’, disse.

TEXTO DE BERNARDO CARLOS

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