Suplementação nutricional e (in)segurança alimentar em Moçambique: uma reflexão sobre estrutura de coordenação da sua implementação

No quadro da problemática da desnutrição que se observa na maior parte das comunidades espalhadas por Moçambique, o Governo tem demonstrado preocupação primária em prover alimentos que cheguem para a população, sobretudo a mais carenciada.

Neste prisma, o presente artigo tem por objectivo reflectir sobre as estratégias definidas, sua forma de implementação e o processo de coordenação dos seus principais actores.

Em Moçambique, a ingestão inadequada de nutrientes é um problema sério, o que exige a adopção de várias estratégias e muitos esforços para lograr travar esta problemática que, muitas vezes, resulta em desnutrição, cujas consequências não precisam de uma lupa para a sua avaliação.

É importante reter que Moçambique tem sido, nos últimos tempos, hospedeira de intempéries de vária ordem, com destaque para ciclones, estiagem severa e outras consequências das mudanças climáticas e, recentemente, a insegurança humana caracterizada pelos ataques belicistas (terrorismo), fenómenos esses que concorrem para o aumento da bolsa de fome, consubstanciando-se como entrave ao desenvolvimento humano global no país.

Dados apontados pelo SETSAN (Secretariado Técnico de Segurança Alimentar), em Moçambique, estimam que 39% dos agregados familiares continuam a ser altamente vulneráveis à insegurança alimentar. Leia mais...

Por Janete Mabuie*

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