MÚSICAS DIDÁCTICAS: Sozinhos e acompanhados

“Estou sozinho acompanhado de meus bradas (amigos)…. Num carro vermelho que não sei qual é a cor”….

Façamos uma pausa! Algo não faz sentido nesta fala.... Mas o que seria do mundo sem contra-sensos? A resposta fica ao critério de cada um. A verdade é que domingo "roubou" estes versos para sustentar que as produções artísticas, na verdade, são verdadeiramente desinibidas. Ao que tudo indica, o que importa é levar o público receptor ao delírio, a bordo de uma viagem totalmente desguarnecida, isenta de regras, de censuras.

Entretanto, há quem defende que o trabalho do músico não se restringe a uma mera emissão de sons: há que formar versos providos de sentido; que educam, transformam, afinal, conforme aponta Luísa Nhambombo, anciã, em conversa com a nossa reportagem, “até os governantes tiram lição das músicas”.

E está lançado o tema! A geração actual de músicos entra, então, no centro do furacão. Vozes há que frequentemente expressam saudades dos Mahekwanes, Alexandre Langa…; que se curvam perante Xidimingwana, Hortêncio Langa, Arão Litsure..., e pouco dizem da música feita nos dias que correm. Este é o caso de João Arnaldo, de 40 anos, que declara que “gosto dos músicos antigos, eles educam, cantam letras com sentido, contrariamente aos jovens que só gritam… não se percebe sequer o que cantam”, acusa. E o debate segue aberto, pois em contra-mão há quem defende que, na actualidade, também se faz boa música: “Gosto do Justino Ubaka, Humberto Luís, Lourena Nhate, Grande Homem, Mabermuda e muitos mais artistas. Há também muitos bons produtores que fazem trabalhos com muita qualidade”, defende Arsénio Abrantes Mhata, estudante. Leia mais...

TEXTO DE CAROL BANZE

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