Problemas de água e crime no dia-a-dia de Maxaquene-“B”

O fornecimento deficiente de água potável e alegada cobrança de facturas altas está a deixar os moradores do bairro Maxaquene-”B”, na cidade de Maputo, com os nervos à flor da pele.

Depois de ter escalado o bairro T3, no município da Matola, domingo esteve, recentemente, no bairro Maxaquene-”B” para sentir o pulsar desta área residencial, por sinal, uma das mais extensas da capital do país. A conversa foi com os moradores e autoridades administrativas locais.

Maxaquene, como um todo, é um bairro emblemático e histórico, caracterizado por construções precárias e desordenadas. As condições deficientes de saneamento e o elevado índice de criminalidade estão também no centro das preocupações do bairro.

Os residentes afirmaram que o fornecimento de água é feito entre as 4.00 e as 10.00 horas, o que os leva a questionarem os valores que lhes têm sido cobrados.

É o caso de Rosta Sitoi, residente no quarteirão 34 há cerca de 30 anos. Afirmou que, no seu caso, “até às 8.00 horas das torneiras não pinga uma gota sequer, mas as minhas facturas vêm com valores que oscilam entre 1500 e 2000 Meticais. Que valor é esse se não tenho água todo o dia? As facturas estão ali dentro de casa porque não tenho dinheiro para pagá-las. Quando fui reclamar disseram-me que primeiro devia pagar e depois reclamar”.

Por seu turno, Laurinda Machava reclamou da situação, afirmando que “não sei o que está a acontecer, nos últimos tempos tenho recebido facturas com valores elevados, mas o meu consumo não se alterou. Por essa razão, no ano passado um trabalhador que ia fazer leitura nas casas foi agredido pelos moradores”, revelou.  Leia mais...

Texto de Luísa Jorge

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