MUTHIYANA DE FIBRA: Quero abrir uma empresa de agro-negócios

Nome: Mércia da Conceição Mucauque

Idade: 34 anos

Naturalidade: Maputo

Ocupação: empreendedora

Conquistas: Quis o destino misturado com “assuntos do coração” (casamento) que a “muthiyana” de fibra do jornal domingo largasse o emprego como assistente administrativa no Hospital Central de Maputo, onde trabalhou durante 9 anos, e se mudasse da província de Maputo para Manica. Ainda assim, a força desta mulher é tão impressionante de tal forma que, hoje, tem feito trabalhos de consultoria nas áreas de comunicação, saúde, educação, e agricultura com uma empresa de consultoria de nome New Link em diversos pontos do país. Conforme se vê, Mércia da Conceição Mucauque continua a marcar presença nas lides profissionais, implementando conhecimento adquirido durante a formação académica, ao nível superior. Falamos, portanto, de um “peso pesado” que, fazendo jus a esta designação, por estas alturas que se trava uma luta titânica contra a covid-19, tem-se dedicado ao agronegócio, onde “produzo e comercializo produtos agrícolas na província de Manica, concretamente na cidade de Chimoio. Iniciei essa actividade do agronegócio  há 3 anos”. Falamos de uma mulher que se formou ao nível primário, secundário e superior (em Relações Públicas) na capital do país. Decidiu colocar a mão à terra “com intuito de aumentar a renda familiar (sendo que) o negócio cresceu e decidi apostar nele” .

Entretanto, quando começou o negócio de compra e venda de produtos agrícolas com destaque para o feijão (manteiga, catarina, feijão preto, feijão branco e  feijão vermelho) enfrentou algumas dificuldades, designadamente no transporte e controlo do produto, uma vez que comprava o feijão na província de Tete concretamente no distrito de Angónia, e enviava para cidade de Maputo, estando a residir na cidade de Chimoio. “Era bastante complicado, mas apesar desses obstáculos não desisti, visto que o negócio era muito lucrativo”, revela.

Passado um ano, em parceria com o esposo e cunhado, passou a produzir e comercializar produtos agrícolas “e escolhemos a cidade de Chimoio em parceria com uma associação de camponeses locais produzir feijão de diversas variedades, com destaque para o feijão manteiga e catarina, sendo que na primeira campanha o feijão esgotou em  duas semanas: foi um sucesso, deu-me forças para duplicar o espaço de produção, e espero arrecadar mais produtos, mais clientes e, consequentemente, estender o mercado”, afirma. Acrescenta que tem recebido pedidos de outros pontos do país como Sofala, Zambézia, Inhambane e Gaza, entretanto, “próximo ano quero apostar na agropecuária onde irei produzir carnes e seus derivados”.

Sonho: “Quero abrir uma empresa de agronegócio, virada para produção e comercialização de produtos agrícolas e prestação de serviços, de forma a criar empregos para mulheres, promover o seu empoderamento e crescimento. Pretendo mostrar às mulheres que somos capazes de ir atrás dos nossos sonhos e conseguirmos alcançar as nossas metas e servirmos de exemplo para as gerações vindouras. Hoje, considero-me uma mulher… não diria realizada, mas com foco e determinação para conseguir tudo aquilo que eu idealizo … Sou mãe, esposa, e tenho uma família que me dá muita força para continuar a seguir”, finaliza.

 

 

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