REDES SOCIAIS: Quando a emoção supera a razão

Já deixou de ser novidade que as redes sociais, especialmente o facebook, transformaram-se numa arena para exposição de lamúrias e frustrações. Lá, para os que se julgam rápidos entendedores, em alguns casos, clamar apenas por “Deus no comando”, só para citar um exemplo, é sinal de que algo não vai bem com o seu amigo virtual. Em seguida, em jeito de resposta, sobrevêm os apelos de todas as formas e gostos. Há quem afirma como forma de consolo que “natural não treme”, numa alusão ao culto à auto-estima, à auto-valorização. Seja como for, uma questão é, portanto, levantada: o que leva o indivíduo a expor a sua intimidade e a procurar conforto em redes sociais?

Respostas para esta questão foram avançadas por especialistas em conversa com a nossa reportagem.

Mas, antes, cabe a vez a pontos de vistas em torno da existência destas arenas para interacção, cuja utilização – ao que tudo indica – obedece à razão e emoção. As opiniões são divergentes, sendo que Eulália Marrengula entende que “tudo o que postam é falso, é mais para despertar atenção”. Quando se trata de conteúdos que envolvem assuntos do coração, a sua teoria vem em forma de desdém, “porque, na verdade, quem ama e está feliz não tem tempo de mostrar em redes sociais, está ocupada(o) em agradar o seu parceiro”.

Trata-se, pois, de uma questão de perspectiva. Seja como for, Eulália defende que em caso de desentendimentos entre casais os problemas devem ser resolvidos a dois, que “não é necessária uma plateia e muito menos de opinião de desconhecidos”.

Por seu turno, Vánia Mascarenhas aparece em posição intermédia ao afirmar que gosta de publicar fotos, mostrando a sua participação “em festas, convívios com familiares e amigos e em praia”. Ainda assim, garante que tudo é feito dentro do “limite”, já que “não gosto de expor o meu corpo, nem de falar dos meus problemas, pois algumas amizades são maldosas, evito receber como resposta comentários ofensivos, que magoam o meu coração”, afirma Vánia. Leia mais...

TEXTO DE CAROL BANZE

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Última modificação: Sábado, 18 Jullho 2020 21:04
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