INQUÉRITO: Que balanço faz do estado de emergência?

Estamos no fim do período estabelecido para a vigência do estado de emergência no país, após duas prorrogações feitas pelo Presidente da República. Volvidos quase três meses desde a declaração do mesmo, domingo foi à rua para colher dos moçambicanos a sua sensibilidade em relação a este período.

 Para a nossa realidade,

as pessoas cumpriram

 ‒ Venâncio Mazive, trabalhador

 Olhando para a nossa realidade, penso que as pessoas têm feito o seu máximo para cumprir as medidas de segurança contra o novo coronavírus.

Venho de Nampula, estou há três dias em Maputo. Pelo que tenho visto, aqui as pessoas têm procurado cumprir as medidas contra a covid-19.

O mesmo não posso dizer de Nampula, sobretudo nos mercados em que há aglomerado de pessoas e o distanciamento social não se faz sentir. Cá as pessoas colocam máscaras e os bares estão encerrados.

 Não conseguimos

tomar medidas básicas

‒ Belvindo Mavie, trabalhador

 Não conseguimos tomar medidas básicas como colocar devidamente a máscara no rosto. Assim é complicado combater o novo coronavírus.

Sinto que nos faltou a consciência da seriedade desta doença e isso contribuiu para caminharmos no sentido contrário às recomendações do Presidente da República neste estado de emergência.

  Houve alguma indisciplina

  ‒ Thiel Amaral, trabalhadora

 Apesar de muitos estabelecimentos como ginásios e escolas terem encerrado, ter havido limitação de número de pessoas nos transportes semicolectivos de passageiros e rotatividade nos locais de trabalho, senti que houve muita indisciplina, sobretudo, no que diz respeito ao distanciamento social.

É verdade que no primeiro mês as pessoas comportaram-se de forma satisfatória, contudo no segundo e terceiro meses relaxaram, mesmo com o aumento do número de casos de infecção pelo novo coronavírus. Leia mais...

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Última modificação: Sábado, 27 Junho 2020 22:03
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