A Agência de Desenvolvimento e Empreendedorismo (ADE), um braço económico da Associação Aro Moçambique, prevê desembolsar cerca de 500 mil dólares norte-americanos para a implementação da segunda fase do projecto agro-acampamento, que arrancou há dias, no Posto Administrativo de Changalane, no Distrito de Namaacha, Província de
Maputo.
A iniciativa que será desenvolvida numa área de 50 hectares, repartida em um hectare para cada estudante, conta com a parceria da Majoi Agro Services e o Fundo de Desenvolvimento Agrário (FDA).
O programa prevê que os jovens estudantes explorem seus conhecimentos na área de produção agrária para o desenvolvimento do sector no país.
O agro-acampamento contempla vários blocos, como sala multiuso para refeitório e secções de treinamento, dormitório com vinte camas, sala de frio para conservação dos produtos, sala de visita, escritórios, estacionamento de viaturas, entre outros compartimentos.
Espera-se que a juventude olhe para a agricultura como fonte de rendimento, de empregabilidade e de auto-emprego.
Presentemente, a comunidade do povoado de Alto Enchiza, no Posto Administrativo de Changalane, esta a desbravar o local onde será instalado o empreendimento.
O espaço foi cedido pelos residentes daquela zona, na esperança de no futuro próximo serem recrutados para exercer algumas actividades naquele agro-acampamento, uma vez que maior parte daquela população nunca trabalhou.
Decorre igualmente um estudo que visa definir o sistema de regadio de água potável, na identificação dos pontos de captação, tipo de sistema de irrigação, que também vai beneficiar a comunidade.
Espera-se que o projecto venha criar emprego para o desenvolvimento de sector agrário naquela localidade.
Dados em nosso poder indicam que os mercados que o agro-acampamento conseguiu “conquistar” superam a capacidade de produção da área disponibilizada.
Os jovens estudantes serão expostos a um treinamento prático de produção agrária dentro de doze meses há um ano de acordo com a cultura de cada um.
Joel Inácio Cossa, Director-geral da Majoi Agro Services, garantiu que na fase inicial aquela instituição de ensino e aprendizagem vai produzir culturas com maior aceitação no mercado, designadamente milho, hortícolas, entre outras culturas.
“Já temos mercado garantido para a cultura de alho e com um contrato de cinco anos rubricado com uma empresa nacional”.
Por sua vez, Basilino Salvador, chefe de Departamento de Agro-processamento do Fundo de Desenvolvimento Agrário (FDA), disse que os estudantes dedicados que depois de terminar o curso, optarem em abraçar área agrícola terão financiamento para iniciar os seus projectos.
“Além disso a FDA vai financiar a capacitação dos estudantes, alojamento, transporte do material. Contribuímos neste projecto com seis milhões de meticais.”
Segundo Policarpo Tamele, presidente da Agência de Desenvolvimento e Empreendedorismo, numa primeira estas organizações desembolsaram cerca de 180 mil dólares norte-americanos. “Nesta segunda fase, já temos disponível 75 por cento. Só esperamos que Assembleia da República aprove Orçamento, os parceiros podem não dar em valor monetário mas em espécie.”

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