- Vovó Marta Mondlane, residente em Maputo

Falam as vozes mais experientes que existe uma prática bem antiga, que vem sendo replicada há muitos e longos anos, em algumas comunidades deste vasto Moçambique, porém largamente rebatida por ser considerada - por alguns membros - de acentuado mau gosto.

Motivos há-os, e de sobra. É que se trata de um facto, que gira em torno do que o bom brasileiro chamaria de “mão-boba”. Deu para entender? Não?! Então, vamos lá trocar esta fala em quinhentas. Alguns malumes (tios), movidos por motivos duvidosos, sentem-se no direito de direccionar a mão, sem travão e sem vergonha, para o peito das respectivas sobrinhas pré-adolescentes e até adolescentes, com o objectivo de agarrar os seus seios. Dizem (eles) que é para os fazer crescer rapidamente.

E esta agora?

Ah, mas se pensam que a vovó Marta Mondlane, residente em Maputo, gosta disso, enganam- -se redondamente. Em conversa com o domingo, disse de viva voz que “não é correcto!”, até porque “se os seios da criança demoram ou não crescer isso faz parte dos planos de Deus. Ele é que sabe qual é a hora certa para as maminhas despontarem. Querem que a criança cresça rapidamente para quê? É por isso que, hoje em dia, há muita violência sexual. Um tio, um vovó, ao invés de educar a sua sobrinha ou neta, destrói- -a, violando-a sexualmente. A verdade é que esse tio que toca na criança para “fazer crescer” os seios é Satanás de calças, que circula pelas ruas como se fosse uma pessoa normal.”

Para a vovó, nada justifica esses actos. Determinada, justificou essas atitudes como sendo produto da vontade de quem as pratica: “iku navela kayena”, pois não é a mão do homem que promove tais mudanças. Por isso, considerou que “psa tingana (é vergonhoso)”, e lamentou: “não sabemos onde vamos parar, pois isto significa falta de Deus nas nossas vidas”, rematou.

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