Há-os às dezenas em várias regiões do nosso país. Trilham na contramão em nome da velha e temida cultura. Eles são os matxinganas que, de acordo com uma teoria antiga, purificam a mulher viúva, retirando-a do manto negro após a morte do marido, através da prática de relações sexuais.

Se no passado este ritual tinha na figura do cunhado o homem indicado para executá-la, hoje já se fala da existência de matxinganas profissionais, que dispensam as formalidades familiares e se colocam à disposição de quem necessita dos seus préstimos.

Vale lembrar que, num tempo muito remoto, kutxinga (levirato) não induzia a riscos substanciais, fisiologicamente falando. Pudera, afinal, falamos de uma época em que se vivia um relativo conforto no que diz respeito à ocorrência de doenças sexualmente transmissíveis.

Mas em pleno século XXI, numa altura em que se trava uma luta titânica contra o HIV- -Sida e seus companheiros de guerra, envolver-se naquela prática soa a estrondosa ousadia.

 Ainda assim, o jovem José e o velho Ubisse, todos naturais de Magude, circulam na sociedade como dois matxinganas de carteirinha. Leia mais...

Texto de Carol Banze

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