Os sabidos conclamam que a verdadeira caridade não é dar um peixe, mas ensinar a pescar. Soa bem para além de verdadeiro. Mas interessante mesmo é constatar nas imagens soberanas captadas pelo olhar experimentado de Inácio Pereira que nem sempre o mar dá peixe… e quase sempre por culpa dos afoitos pescadores que, vez e outra, usam artifícios inapropriados para a pesca quando não violam o período de veda. Não que seja o caso dos que vemos nas imagens mas estes ‒dramático ‒sofrem as maleitas dessas práticas perniciosas.

A poesia tem no mar um dos elementos mais poderosos. Leia-se “O Velho e o Mar” ou “Moby Dick” e vai se perceber a sua magia. Aliás, ler é viajar. O mar é essa porta que se abre para a descoberta. Os pescadores, na sua faina diária, descobrem, todos os dias, novos mares nas mesmas águas.

Mas não se pense que a pasmaceira das ondas é sempre amiga. Às vezes ela cobra a sua parte e fá-lo com a arrogância de quem sabe do poder que tem. Os pescadores nas imagens vão aprendendo, a duras penas, que ou o respeitam ou ele esconderá nas profundezas o alimento que anseiam para saciar as muitas fomes que moram em cada boca.

O mar é lindo e quase sempre o peixe que foge do anzol parece sempre maior do que o que se consegue apanhar. De resto, Lua Nova, Lua Cheia, Preia-Mar às duas e meia…

 

Belmiro Adamugy

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