Chama-se Matilde Mabui Dimande. É casada e mãe de três filhos. Natural do distrito da Manhiça, no povoado de Calanga, provém de uma família de fortes convicções religiosas. A casa dos seus pais sempre foi como um lar de acolhimento de gente doente e necessitada.

“Venho de uma família numerosa e muito ligada à igreja. Em casa, crescemos a ver os nossos pais (tem quatro irmãos) a acolher doentes e idosos necessitados para passar refeições. Por essa razão, aos 14 anos de idade fui viver com as irmãs Vicentinas, cuja vocação é cuidar destes grupos vulneráveis. Queria ser freira para cuidar de pessoas carentes”, conta.

Porém, as coisas não correram como ela pensara. “Frequentava a 7.ª classe quando as freiras me informaram que era chegado o momento de iniciar a formação religiosa. Acontece que eu queria continuar com os estudos até a 9.ª classe. Perguntei-as porque não me deixavam terminar o nível secundário. Por causa disso, consideraram que não tinha vocação para ser freira, e que devia voltar para casa dos meus pais”, recorda. Leia mais...

Por Luísa Jorge 

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