Fragilidades institucionais minam combate à corrupção

-Consideram académicos a propósito do Dia Africano de Luta contra o fenómeno

As fragilidades das instituições públicas aliadas à ausência de regulamentos específicos constituem o grande constrangimento no combate à corrupção em Moçambique e no continente africano.

Esta foi a tónica das intervenções feitas sexta-feira, em Maputo, pelos académicos João Barros, da Universidade Joaquim Chissano, e Cristiano Matsinhe, da Universidade Eduardo Mondlane, numa palestra alusiva ao Dia Africano de Luta contra a Corrupção que hoje se assinala.

Ao se debruçarem sobre o tema “Comunidades Económicas Regionais: Intervenientes Essenciais na Implementação da Convenção da União Africana sobre a Prevenção e Combate à Corrupção”, os académicos vincaram que a luta contra este tipo legal de crime continua a ser um dos grandes desafios dos países africanos, numa altura em que o fenómeno está a ganhar contornos preocupantes, uma vez que inviabiliza programas de desenvolvimento.

Em Moçambique, dados avançados pelo Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC) indicam que o Estado foi lesado, no ano passado, em mais de 556 milhões de Meticais, dos quais pouco mais de 21 milhões foram recuperados. No mesmo período, deram entrada nos tribunais 865 processos, o que encoraja o sector a prosseguir com as acções de responsabilização. Leia mais... 

Texto de Domingos Nhaúle

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