Os ciúmes da OTAN que enfurecem a China

É um caso para dizer que um “roto fala mal de um rasgado”, numa clara demonstração de ciúmes na luta pelo controlo do sistema internacional. Os membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) reuniram-se recentemente, em Bruxelas, e da reunião saíram com um comunicado focalizado em criticar a China. A aliança transatlântica mostra- -se incomodada pelo facto de a China, um emergente com ambições hegemónicas inconfessas, estar a se destacar tanto em termos nucleares como em termos de capacidades espaciais e de guerra cibernética. Furiosos, ao comunicado os chineses respondem alertando que se vão manter firmes na defesa do seu interesse nacional e que a OTAN deve parar de propalar a “teoria da ameaça chinesa” e de promover a mentalidade da guerra fria.

A nova rixa entre Pequim e a OTAN instalou-se na semana passada, depois de o novo presidente dos EUA, Joe Biden, ter decidido viajar ao exterior pela primeira vez. Uma das paragens de Biden foi em Bruxelas, onde se reuniu com os seus homólogos da aliança transatlântica. Pelo comunicado saído da reunião, no topo das conversações estava a China. A ascensão do gigante asiático está a incomodar as ambições hegemónicas dos EUA e dos seus aliados ao nível da OTAN. Biden convenceu os seus aliados de que a maior ameaça à hegemonia global da OTAN, que na verdade significa hegemonia dos EUA, é a China. Com efeito, os membros da OTAN comprometeram-se em conter a ascensão militar, política e económica do gigante asiático. Leia mais...

Por Edson Muirazeque *

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