Guerras sucessivas adiam usufruto da independência - Jamisse Taimo, presidente do Instituto de Governação, Paz e Liderança

Ao longo dos 46 anos de independência nacional os moçambicanos ganharam a soberania, dignidade, território, mas ainda não conheceram o verdadeiro sabor dessas conquistas devido a sucessivas guerras, nomeadamente a guerra dos 16 anos e o terrorismo que dilacera alguns distritos da província de Cabo Delgado. A afirmação é do Reverendo Jamisse Taimo, presidente do Instituto de Governação, Paz e Liderança em entrevista ao domingo sobre marcos e ganhos da independência.

Segundo Jamisse Taimo, antigo presidente da Comissão Nacional de Eleições e ex-reitor do extinto Instituto Superior de Relações Internacionais (ISRI), um dos momentos altos da independência tem a ver com o facto de Moçambique ter enraizado a sua diplomacia no concerto das nações. “Temos representações em vários países, onde fazemos chegar a nossa mensagem como Estado soberano, isto é um grande ganho”.

Acrescentou que outro aspecto valioso tem a ver com o facto de os moçambicanos terem conquistado o direito à nacionalidade. “Parece uma coisa pequena mas não é; passamos a ter um território chamado Moçambique e a sermos nós próprios a decidir os nossos destinos”.

Ainda de acordo com Taimo, conquistada a independência, os níveis de analfabetismo reduziram significativamente e há cada vez mais moçambicanos com acesso à educação e a sua expansão às zonas recônditas é uma realidade, “pois, em cada província há pelo menos uma instituição do ensino superior, o que duma ou de outra maneira induz vários moçambicanos a buscarem conhecimentos científicos”. Leia mais...

Texto de Domingos Nhaúle

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