VÍTIMAS DE ATAQUES: Centro transitório acolhe deslocados de Palma

O Governo do distrito de Pemba, em Cabo Delgado, criou, na última quinta-feira, nas instalações do Complexo Desportivo de Pemba, na cidade capital provincial, um centro transitório de acolhimento dos deslocados internos vítimas dos recentes ataques terroristas à vila de Palma.

Segundo dados colhidos pelo domingo, até o fim da tarde da sexta-feira, o local acolhia 189 pessoas que chegaram nos dias 31 de Março e 1 de Abril do ano em curso, através das pontes aérea e marítima criadas pelo Governo e a empresa Total LNG, líder do projecto de exploração de gás na bacia de Rovuma, idos de Palma, e que não têm para onde ir por não terem familiares na urbe.

Até ao final da tarde da última sexta-feira, as pessoas, na sua maioria mulheres e crianças, aguardavam por uma orientação das autoridades sobre o seu futuro.

As autoridades ainda não fizeram a actualização dos dados de deslocados internos que chegaram à cidade de Pemba, depois do primeiro grupo de resgatados, constituído por cerca de 1400 domingo, dia 28 de Março.

Porém, dados divulgados pelo jornal “Observador”, edição do dia 1 de Abril, citando as Nações Unidas, indicam que, até aquela data, tinham chegado à cidade de Pemba, Montepuez, vila de Mueda e Nangade 5300 pessoas, que fugiam dos ataques terroristas em Palma.

Muanassa Yassin, uma das deslocadas internas que encontrámos no centro transitório de acolhimento do Complexo Desportivo de Pemba, contou-nos que o seu futuro e dos seis filhos, um sobrinho e o marido (este último ainda continuava em Palma, à espera de ser transportado) estava nas mãos das autoridades.

“Não tenho família aqui em Pemba. Eu sou de Mocímboa da Praia, fugi de lá para Palma e agora para Pemba”, explicou a interlocutora. Leia mais...

TEXTO DE ASSANE ISSA

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