Gestão da pandemia leva Governo à Assembleia da República

O Governo vai esta quarta e quinta-feiras à Assembleia da República (AR) para prestar informações solicitadas pelas bancadas parlamentares cuja tónica tem a ver com a gestão da covid-19, mormente o uso dos fundos e o recolher obrigatório em vigor na região metropolitana do Grande Maputo, designadamente, nas cidades de Maputo e Matola e nos distritos de Marracuene e Boane.

Com efeito, a bancada da Frelimo solicita informação exaustiva sobre as causas do aumento de casos, hospitalizações e óbitos vítimas de covid-19 desde o início do presente ano.

Feliz Sílvia, porta-voz desta bancada, destaca ainda que pretende saber sobre as acções em curso visando reduzir a propagação do novo coronavírus, reforço da capacidade de atendimento hospitalar e medidas para a mitigação do impacto socioeconómico.

Destaca ainda que o seu partido pretende informação detalhada sobre o uso dos fundos destinados a fazer face à pandemia.

Por sua vez, a bancada do Movimento Democrático de Moçambique pretende obter informações sobre as acções em curso para apoiar as famílias, em geral, sobretudo, as mais carenciadas, bem como as pequenas e médias empresas de modo a proteger empregos e reanimar a economia.

“Focamo-nos neste ponto porque a covid-19 trouxe ao de cima a pobreza existente no país e é preciso que o Governo foque-se em ajudar as famílias carenciadas e a economia no geral para que as pessoas não escapem da doença para morrerem à fome.

A economia está muito fragilizada”, destaca o porta-voz do partido, Fernando Bismarque.

Enquanto isso, a Renamo pretende saber com detalhe a globalidade dos fundos recebidos e a aplicação dos mesmos até ao presente momento.

Arnaldo Chalaua, porta-voz desta bancada, considera imperioso que, transcorrido quase um ano desde a eclosão da pandemia, o Executivo venha a público e com transparência falar sobre como é que está a gerir os fundos recebidos.

“Após o anúncio das primeiras promessas de concessão de fundos internacionais para apoiar a luta contra a covid-19, diversas organizações da sociedade civil, especialistas, pesquisadores alertaram para a clarividência dos mecanismos de transparência na gestão destes fundos, mas até agora pouco se sabe”, anotou. (Fim)

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