Não gostaríamos de recorrer à força contra a junta militar

- Presidente da República, Filipe Nyusi ao interagir com os órgão de administração da Justiça pelo Dia da Legalidade

“Não gostaríamos de embarcar para a força mas, se for necessário, em defesa do povo, do cidadão, dos recursos deste país, cumpriremos o que a lei manda... para defender o cidadão, Moçambique e a sua soberania”, afirmou o Comandante-Chefe das Forças de Defesa e Segurança, Filipe Nyusi no seu discurso por ocasião do Dia da Legalidade que hoje se assinala.

O pronunciamento do Presidente da República surge na sequência do término da trégua por si decretada para dar espaço a auto-proclamada junta militar da Renamo de embarcar para o diálogo.

Aconteceu, porém, que apesar das tréguas cuja vigência terminou no domingo, este grupo continuou a protagonizar ataques na região Centro sendo que o último ocorrido a 3 de Novembro na zona de Zove, na Estrada Nacional Número 1, no distrito de Chibabava, província de Sofala.

“Mais uma vez chamamos atenção para que se revejam. Não vamos continuar a assistir continuamente a assassinatos... esta é uma guerra permanente que exige muito foco, determinação e resiliência, pois, implicará mudanças profundas na nossa socialização”, referiu o Chefe do Estado.

No mesmo contexto, Filipe Nyusi desafiou aos titulares dos órgãos do sistema de administração da Justiça e controlo da legalidade a participarem de forma activa, responsável e profissional na responsabilização dos indivíduos que em nome da auto-proclamada junta militar da Renamo protagonizam actos de banditismo nas províncias de Sofala e Manica.

Naquele que foi o seu primeiro pronunciamento público sobre matéria após o fim das tréguas, o Chefe do Estado reconheceu ausência total de colaboração da parte da junta militar para que haja paz em Moçambique.

De igual modo, deplorou que fora da junta militar haja pronunciamentos com potencial para encorajar os ataques deste grupo.

Sobre os próximos passos depois do fim das tréguas, o Presidente da República afirmou que irá trabalhar com os comandos das Forças de Defesa e Segurança para definir linhas de orientação dentro do princípio de que só com o diálogo os moçambicanos poderão alcançar a paz definitiva.

     

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Última modificação: Quinta, 05 Novembro 2020 11:56