Primeiro-ministro garante assistência aos deslocados em Cabo Delgado

O Governo através do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC) sempre esteve no terreno, prestando assistência em bens alimentares e não alimentares aos deslocados nos centros de acomodação e nas suas famílias acolhedoras. A garantia é do Primeiro-ministro, Carlos Agostinho Do Rosário, na Assembleia da República (AR), em resposta às questões colocadas pelas bancadas.

 Do Rosário, que falava esta manhã na AR, referiu que actualmente o número dos deslocados situa-se em mais de 435 mil pessoas, sendo que a maior parte está em Cabo Delgado vítima do terrorismo.

O Primeiro-ministro afirmou ainda que em coordenação com os parceiros nacionais e internacionais está a prestar assistência em bens alimentares e não alimentares a mais de 403 mil deslocados que estão em centros de acomodação  e nas famílias acolhedoras.

Acrescentou que o fluxo de deslocados registou-se recentemente com a chegada no bairro Paquitequete, na cidade de Pemba de pouco mais de 10 mil pessoas, das quais 4 mil são crianças.

Assegurou que até ao momento já foram criados 13 centros de acomodação, dos quais seis, em Cabo Delgado, quatro em Nampula, dois em Manica e um na província do Niassa.

Ainda no que diz respeito à assistência humanitária o governante indicou que para a normalização da vida dos deslocados o INGC está a proceder ao reassentamento das famílias, tendo já sido demarcados para o efeito cerca de 3.500 talhões para habitação, em Cabo Delgado, Nampula, Zambézia e Sofala, bem como distribuídos kits para prática da actividade agrícola e pesqueira.

Estas e outras questões foram apresentadas durante a sessão de informações do Governo, solicitadas pelas bancadas parlamentares, mormente à situação do terrorismo, segurança e agricultura. O Governo volta amanhã ao Parlamento para responder às insistências dos deputados.

 

 

  

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