O avião cantava cracatá... cracatá... zumm

Uma viagem sem adrenalina é marcante? Não sei. Mas porque há dias, no meu reduto, falávamos sobre a importância da segurança aérea, decidi partilhar este episódio.

Corria o ano de 2005 quando desembarquei em Lagos. Dia seguinte tinha de fazer o voo de ligação para Abuja. Com antecedência de duas horas, chegámos (estava com um amigo) ao aeroporto doméstico para o imprescindível "check- -in". Havia uma fila enorme, com curvas e contra-curvas. Enfileirámo-nos. A espaços um e outro empurrão. Estranhei. Parecia que toda a gente tinha pressa em alcançar o balcão que, por sinal, parecia não estar muito longe.

Dezena de minutos depois descobri que o empurra e deixa de empurrar se prendia com a velocidade a relatin em que os funcionários do "chek-in" trabalhavam.

Respirei fundo com um pulmão e decidi aguentar. Não tinha escolha. Uma hora e meia depois era um homem felizardo. Tinha o talão de embarque na mão. Olhei para os lados à procura de uma cadeira vaga e, como diria um amigo, nicles. E já me doíam as pernas. Para piorar o meu desconforto, os sapatos, novos, aleijavam-me os calos. Arrependia-me. Leia mais...

Texto de André Matola

This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it.

Classifique este item
(0 votes)