TERRORISMO EM CABO DELGADO: Chissano defende mais investigação

O antigo Presidente da República Joaquim Chissano defende a necessidade de uma investigação profunda sobre os ataques terroristas na província de Cabo Delgado com vista a se encontrar formas da sua erradicação e restituição da normalidade neste ponto do país.

Segundo o antigo estadista, a situação que se vive em alguns distritos de Cabo Delgado requer investigações profundas para se apurar as motivações do conflito, seus protagonistas e os interesses por detrás dessa barbárie que acontece naquela província nortenha.

Chissano fez este pronunciamento em Maputo semana finda durante o debate sobre “Género das Transformações Políticas em Moçambique no âmbito da Constituição de 1990”, organizado pelo Ministério da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos e o Instituto para a Democracia Multipartidária (IMD).

“Eu não chamaria actos de terrorismo como guerra, porque a guerra é declarada e se conhece o opositor e as razões de enveredar pela guerra”, disse Chissano, sublinhando que “mesmo assim há necessidade de envolvimento de todos os moçambicanos nesta luta para que o país conheça dias melhores para o seu desenvolvimento”.

Na ocasião, duvidou que os motivos dos ataques em Cabo Delgado sejam pela abundância de recursos naturais e explica que a existência destes num determinado território não é de per si condição para que haja guerra, dando exemplos de diversos países que têm gás e petróleo, mas não estão em guerra, como são os casos de Congo, Gabão, Guine Equatorial, Indonésia e Timor Leste. Leia mais...

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