Defesa nacional é assunto de todos os moçambicanos

A sociedade precisa de compreender que os temas de defesa não são da exclusividade dos militares. São assunto que a todos deve mobilizar, segundo afirmou, sexta-feira, o Presidente da República e Comandante- -Chefe das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) nas cerimónias centrais do 56.º aniversário do início da luta armada de libertação nacional, data que coincide com o Dia das FADM.

Desta vez a efeméride é assinalada numa altura em que os moçambicanos enfrentam novos desafios – terrorismo em alguns distritos de Cabo Delgado, ataques armados em Sofala e Manica e a pandemia da covid-19 e o crime transnacional.

Àqueles desafios, o Chefe de Estado juntou a pirataria, o crime cibernético e as missões humanitárias para os quais as FADM devem também estar preparadas para combater e vencer. “Esta conjuntura adversa requer elevados níveis de coordenação e de articulação institucional”.

Para fazer face aos desafios da actualidade, Filipe Nyusi defende a concepção de respostas coordenadas e abordagens integradas combinando a componente militar com a componente civil.

Contudo, ressalvou, tal não isenta as FADM do seu papel tradicional que é a defesa da independência nacional, integridade territorial e a manutenção da paz.

Destacou que o terrorismo em alguns distritos de Cabo Delgado, assim como os ataques protagonizados pela auto-proclamada junta militar da Renamo no Centro constituem clara afronta à Independência Nacional, a integridade territorial e a paz que o povo moçambicano conquistou com sacrifício. Leia mais...

Texto de Domingos Nhaúle e Maria de Lurdes Cossa

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