NA ASSEMBLEIA-GERAL DA ONU: PR defende multilateralismo entre as nações

O multilateralismo no âmbito das Nações Unidas é, ainda, fundamental se considerar que a economia do mundo, sobretudo a dos países em desenvolvimento, foi severamente dilacerada pelos efeitos da pandemia da Covid-19, defendeu o Presidente da República, Filipe Nyusi, discursando, há instantes, na Semana Virtual de Alto Nível da 75ª Sessão da Assembleia-Geral das Nações Unidas.

Na ocasião, o Chefe do Estado moçambicano frisou que a restauração da Economia exige intervenções globais, integradas e concertadas.

No mesmo contexto, observou que o nacionalismo e o isolacionismo em face de uma pandemia, “são quanto a nós, uma receita para o fracasso na resposta a esta e outras doenças contagiosas de natureza imprevisível. 

Entretanto, na sua intervenção, o Presidente da República falou de outros fenómenos e desafios globais que clamam pela intervenção multilateral, liderada pelas Nações Unidas, entre eles, o terrorismo, mudanças climáticas, segurança cibernética, saúde pública, pesquisa e desenvolvimento, comércio e industrialização.

Na aldeia global em que vivemos, as questões nacionais e internacionais, são cada vez menos discerníveis. A natureza transnacional e interligação destes fenómenos exige uma liderança que reconheça que, no mundo actual, as nossas intervenções devem ter em conta a relação intrínseca entre o cidadão nacional, regional e global, defendeu Filipe Nyusi  acrescentado que o futuro que queremos reside nas acções do presente; as Nações Unidas que precisamos dependem da nossa postura e acção responsável, hoje e amanhã.

Sublinhou que o Governo de Moçambique promove a consolidação da paz, a preservação dos direitos humanos, a justiça social, a igualdade e a equidade de género, a inclusão de jovens e de pessoas com deficiência nos programas de desenvolvimento, cimentando a unidade e partilha de benefícios, apanágio da nossa governação.

Contudo, observou que os esforços do Governo têm sido postos à prova por actos terroristas e de malfeitores, em alguns distritos da província de Cabo Delgado, e por acções armadas, de grupos alegadamente dissidentes da Renamo, em alguns pontos das províncias de Manica e Sofala, no Centro do país.

Os terroristas matam, de forma hedionda as populações, provocam deslocados, destroem habitações e infra- estruturas sócio - económicas, pilham bens das comunidades e mantêm crianças e mulheres em cativeiro. Como consequência destes fenómenos, mais de mil pessoas foram assassinadas, e cerca de duzentos e cinquenta mil estão deslocadas para outros distritos dentro do país, afirmou o Chefe do Estado.

 

 

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