SOBRE OS HERÓIS DO DIA 7 DE SETEMBRO DE 1974 EM L.M., E NO RESTO DO PAÍS: UM TPC PARA OS HISTORIADORES (1)

Há quem defina a História como ciência social que estuda o passado da humanidade. Mas também há quem a defina como um “Bem de Consumo”. Porque, na sua óptica, depende de quem a conta. Por exemplo, a História de Moçambique, contada pelos portugueses, eles descreviam “Gungunhana” como um perigoso chefe dos Vátuas do Sul de Moçambique que se insurgiu contra o domínio português.

E continuavam enaltecendo o papel de Mouzinho de Albuquerque que “nas campanhas da África Oriental, onde tantos portugueses se notabilizaram, Mouzinho de Albuquerque teve papel importante, porque aprisionou ‘Gungunhana’ em Chaimite, audácia que pôs fim a uma guerra perigosíssima para os portugueses”. Fim da citação. Hoje, nós já sabemos quem foi efectivamente Ngungunyane, (e não Gungunhana), e descrevemo-lo à maneira que nos convém, como: “o último Imperador de Gaza que enfrentou com êxito os portugueses em várias batalhas, mas pela traição de alguns dos seus chefes foi preso a 28 de Dezembro de 1895 e deportado para o Arquipélago dos Açores em Portugal”. Não é sobre a História dos portugueses que pretendemos desabafar. É sobre a nossa História. A partir dos importantes acontecimentos do dia 7 de Setembro na cidade de então Lourenço Marques, L.M. (hoje Maputo). É que, sempre que escutamos a epopeia vivida pelos audazes jovens de “Lourenço Marques” nesse dia, ficamos com uma pulguinha atrás da orelha, como sói dizer-se, desconfiando que os “historiadores” dessa epopeia de propósito ou por distracção esquecem-se que até hoje esta cidade capital (Maputo) serviu e serve sempre como epicentro de todos os acontecimentos de pequeno ou grande vulto no nosso país. Tal como acontece com um sismo que provoca vibrações à superfície que se transmitem a uma vasta área circundante, também a acção dos acontecimentos estende-se por muitos quilómetros do nosso país adentro (neste caso pelas capitais provinciais e não só), facto que não pode ser simplesmente olvidado, sobretudo em tratando-se dos rebeldes de 7 de Setembro de 1974 na Rádio Clube de Lourenço Marques. Leia mais...

Por Kandiyane Wa Matuva Kandiya

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