Estamos a mobilizar apoios para os deslocados

– Roque Silva, secretário-geral da Frelimo, fala das principais realizações do partido no apoio à população afectada pelos ataques em Cabo Delgado e Centro do país

Brigadas centrais da Frelimo desdobram-se desde semana passada pelas províncias, visando a mobilização de apoios e manifestação de solidariedade à população afectada por ataques em Cabo Delgado e na zona Centro do país.

Roque Silva, secretário-geral da Frelimo, em entrevista exclusiva ao domingo, fala de 200 mil deslocados causados pelos ataques.

Nesta entrevista apela à população a reforçar a vigilância e denunciar qualquer movimentação estranha, razão pela qual, refere, “as brigadas que estão no terreno também têm esse papel de mobilizar as pessoas a não aderirem a causas inconfessáveis”.

Para aquele dirigente combater acções dos malfeitores em Cabo Delgado e da Junta Militar no Centro é tarefa de todos os moçambicanos e as chefias das brigadas estão a mobilizar a população a denunciar os movimentos estranhos, mas, sobretudo, travar o seu alastramento para as outras províncias.

O secretário-geral da Frelimo exorta aos moçambicanos a repudiarem veementemente os ataques terroristas na província de Cabo Delgado e os protagonizados pela auto-proclamada Junta Militar da Renamo em Sofala e Manica.

Acompanhe a entrevista com o executivo da Frelimo em discurso directo.

Desde semana finda que as chefias das brigadas centrais da Frelimo estão nas províncias. Que trabalho específico estão a desenvolver?

Talvez fosse bom começar por dizer que o país está a enfrentar neste momento três grandes desafios. O primeiro iniciou em Outubro de 2017 e é referente aos ataques terroristas que nessa altura começaram a emergir em alguns distritos de Cabo Delgado, onde indivíduos na altura usando armas brancas e outras vezes de fogo foram perpetrando acções de violência caracterizadas por assassinatos de pessoas, destruição de bens privados e públicos, situação essa que foi evoluindo a ponto de se perpetuar acções de forma abertamente armada, com assaltos a aldeias e vilas onde para além de matar destruíram infra-estruturas.

Desde o ano de 2017? Leia mais...

Texto de Domingos Nhaúle

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