O Presidente da Frelimo e da Republica, Armando Guebuza, disse que o compromisso com o país não se mede pela capacidade que alguns políticos têm de instrumentalizar sectores da população para obterem ganhos imediatos, mas com o cumprimento da agenda nacional, que é agenda do povo.

 Guebuza defendeu esta posição no encerramento da 9ª Conferência Nacional de Quadros da Frelimo que vinha decorrendo desde quarta-feira última, no Município da Matola, província de Maputo, tendo avançado que, infelizmente, em Moçambique existe gente que só pensa nas próximas eleições sem nada quererem saber da agenda nacional.
Para estas pessoas, segundo Guebuza, as eleições são o campo natural dos políticos porque elas proporcionam momentos dentro dos quais o discurso incendiário e as promessas irresponsáveis e irrealizáveis podem disfarçar a incapacidade de articular um verdadeiro projecto nacional sustentável e de futuro.
No seu discurso, Guebuza chamou a atenção dos quadros sobre a existência de dois tipos de políticos, “os políticos-patriotas e os não patriotas”.
Um político não patriota é, segundo Guebuza, aquele que pensa sempre e apenas nas próximas eleições como um ponto final, enquanto o politico patriota pensa nas eleições como marcos de construção de uma vida melhor para as gerações presentes e vindouras.
“Um político não-patriota pensa no poder só para tê-lo e reverter as conquistas do povo. Um politco-patriota pensa no poder como mecanismo de realização de um projecto com fundamentos e ligando ao que demais nobre há no chão da terra, o povo, levando-o a valorizar e a multiplicar as suas conquistas”, explicou Guebuza, citado pela AIM.
Na sua explanação, o presidente da Frelimo, adiantou que um país que se preza não se constrói com políticos que olham para o povo como simples estatística, mas com políticos que vivem e se identificam com a sua causa. “Um país que se preza constrói-se com uma visão de longo prazo”.
“Um pais que se preza, como Mocambique não se constrói com imediatismos, com improvisos ou com projectos insustentáveis e demagógicos”,
disse Guebuza destacando que esta é a mensagem que os quadros do seu partido devem levar para transmiti-la ao povo moçambicano.
O trunfo da Frelimo, segundo Guebuza, é o candidato Filipe Nyusi, é o compromisso com o chao da terra que é documentado pelas realizações, é o compromisso dos políticos-patriotas comprometidos com a agenda nacional a povo moçambicano.
Voltando a insistir nos tipos de políticos, Guebuza explicou que os políticos não-patriotas precisam de um bode expiatório, sinal que revela que não têm programa, nem projecto de sociedade, muito menos compromisso com o povo quando o patriota está sempre preocupado com os desafios do povo e com ele identifica as soluções estruturais e contigenciais.
Aos quadros do seu partido, Guebuza os recordou que quando saírem da sala da conferência deviam estar preparados para serem acusados pelos políticos não-patriotas de serem responsáveis pelos desafios do presente da Nação Moçambicana, como se os erros de governação da Frelimo fossem políticas e programas deliberadamente planificados.
“Eles recordam-se de se esquecer que só comete erros quem efectivamente trabalha. Estejamos preparados para ouvir destes que já devíamos ter concluído o desenvolvimento de Moçambique como se houvesse no mundo algum país que tenha parado de realizar obras, solucionado o problema do desemprego e esteja satisfeito com a distribuição da riqueza”, disse o Presidente da Frelimo.
Guebuza instou os quadros do seu partido a serem firmes na sua reacção contra estas acusações e a erguerem a sua voz para ser ouvida pelos membros, elo de ligação da Frelimo com o povo, até sobrepor-se a voz daqueles que não tem noção do quanto custa construir uma nação.

Folha de Maputo

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