No seu discurso de abertura do congresso, o presidente do MDM, Daviz Simango fez questão de frisar que esta formação política afigura-se como uma alternativa à actual governação, 

pelo que os seus militantes devem ter nas suas mentes a vontade de um dia governar a maioria dos municípios senão mesmo chegar à Ponta Vermelha.

Deviz Simango destacou o facto de o surgimento deste movimento ter acabado com a bipolarizacão. “A nossa existência, com a força e a popularidade que temos hoje, constituímos um grande incómodo para os beneficiários da falecida bipolarização. Por isso, meus irmãos de luta, temos a missão de continuar e massificar essa luta para que possamos tornar realidade o Moçambique para todos que é a nossa principal missão”.

Acrescentou entre outros aspectos, que aquele conclave serviu igualmente para reviver as emoções da chamada Revolução 28 de Agosto de 2008, data em que contra todas as adversidades um grupo de jovens partiu para uma aventura que hoje realiza o seu primeiro congresso,

“Decorriam apenas cinco meses, de Maio, altura do registo oficial do partido, a Outubro, altura das eleições, mesmo assim, participamos e quebramos a bipolarização e hoje somos a terceira força politica em Moçambique”, frisou Daviz Simango,   

Neste contexto e para destacar esse aspecto, uma peça teatral com historial do surgimento deste movimento foi exibida em que o mote foi o retractar das divergências havidas com a Renamo que culminariam com a fundação desta formação política.

Debruçando sobre a situação política e económica do país, os congressistas criticaram aquilo que consideraram de vazio ético que se vive no país, caracterizado por uma anarquia que é a negação de uma sociedade política organizada.

“O Estado precisa de ser emancipado, pois precisamos de uma população em pleno gozo dos seus direitos, com a sua identidade reconhecida e valorizada, os seus órgãos de soberania valorizados de forma equilibrada, uma imprensa livre de interferências”, disse Daviz Simango