O processo de implementação do Acordo Geral da Paz, assinado em Roma, em 1994, deixou a lição de que a reiteração sócio-económica condigna é um dos aspecto importantes para evitar que os ex-combatentes voltem a se interessar pela guerra.

Estas palavras foram proferidas ao princípio da noite de hoje, em Maputo, pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, momentos depois de assinar, com o líder da Renamo, Ossufo Momade, o Acordo de Paz e Reconciliação, como culminar do diálogo político que vinha decorrendo há dois anos.

“A paz efectiva e duradoura é uma construção que exige muito esforço e empenho permanentes. A paz efectiva implica a eliminação dos factores que alimentam o conflito, uma organização do Estado que satisfaça a todos e promoção de uma vida melhor para todos, num exercício que envolve a participação de todos”, disse Filipe Nyusi.

Para o Chefe do Estado, a construção da paz efectiva exige também o respeito pelo primado da lei e a necessidade de os cidadãos, sociedade civil e partidos políticos desenvolverem as suas actividades sem recurso à violência, mesmo em situações de divergência de opiniões sobre determinados assuntos.

“Decidimos assinar este acordo porque acreditamos que, à semelhança das folhas das árvores que brotam a cada época, somos da familiar convicção de que com este acordo a vida dos moçambicanos, a sua narrativa e o seu futuro serão mais certos do que já foram”, disse.

Mais do que isso, acrescentou o Chefe do Estado, o entendimento representa o compromisso de que os moçambicanos não querem mais a guerra e que mesmo que entrem em  desacordo, como aliás acontece em qualquer família, a solução será sempre encontrada através do diálogo.

“Numa única palavra estamos a dizer que nunca, nunca mais Moçambique voltará a ser teatro de guerra. Nunca os resultados da eleições deverão ditar o estado da paz em Moçambique. Este acordo é uma homenagem ao trabalho árduo e a cooperação de inúmeros líderes e cidadãos moçambicanos, entre partidos e iniciativas das forças vivas da nação moçambicana que, meticulosamente, estabeleceram bases para que o marco que hoje assinalamos fosse alcançado”.

Neste contexto, Filipe Nyusi reconheceu o esforço empreendido pelo falecido líder da Renamo, Afonso Dhlakama e pelo seu sucessor que compreenderam a importância de os moçambicanos viverem em paz.

Agradeceu igualmente a todos os moçambicanos que souberam esperar bem assim ao grupo de contacto pela coragem que sempre deram para o diálogo que conduziu ao acordo.

 

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