“Porque as vossas mãos estão contaminadas de sangue, e os vossos dedos, de iniquidade; os vossos lábios falam mentiras e a vossa língua profere maldade” Isaías 59:3

A última aparição do auto intitulado “Obama de Moçambique”, politicamente mais conhecido por “Líder da RENAMO, Pai da Democracia,entre vários epítetos, pareceu-me tratar-se de alguém que acabava de se divorciar dum leito hospitalar, ou que se encontrava em tratamento ambulatório. Visivelmente debilitado e transfigurado, mais me parecia ser um Aucúpio, (Nyamitlamu) que acabava de regressar de visitar as suas armadilhas feitas para caçar aves e outras alimárias de pequena espécie. Tez pálida, nariz dilatado e testa cheia de rugas, Dlakama não conseguiu enganar ninguém, nem mesmo ao DEMO: Não se sentia bem. Ele que nos habituou as suas declarações bombásticas com pujança, qual Espártaco (Spatacus), esse ex-escravo feito gladiador que derrotou um exercito da Roma antiga, naquele dia tinha perdido o pio. Ate declarou-se pela primeira vez na sua vida que afinal ele não era o único Dono da RENAMO e que havia mais donos com Sangue novo. Naquele dia tinha se esquecido que possuía um archote capaz de incendiar o Pais de lés-a-lés caso alguém ousasse “brincar com ele, limitando-se a parecer que não tinha tido tempo de se vestir devidamente, pois o casaco  preto de seis botões, nada tinha a ver com as calças muito menos com a camisa, mais parecendo alguém que se vestiu às pressa sob o risco de chegar atrasado a um chamamento pelo Hosi (Líder tradicional), onde iria responder por algum mal que tinha praticado. Ora diz a Bíblia no Livro de Provérbios que: “Seis coisas o SENHOR aborrece, e a sétima a sua alma abomina: olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente, coração que trama projectos iníquos, pés que se apressam a correr para o mal, testemunha falsa que profere mentiras e o que semeia contendas entre irmãos”. (PV 6:16:19). Se estas coisas aborrecem ao senhor, não podem ser praticadas por mim muito menos por quem se presa Cristao.Muitas vezes temos feito um colossal esforço no sentido de ignorarmos a existência dos legionários do grupo belicista RENAMO, porém, dadas as suas atitudes e práticas diárias, sentimos que todos nós e cada um deveríamos lutar com as armas que cada um dispõe, para isolar e desarmar de uma vez por todas estes mentirosos inveterados e perigosos. De acordo com o dicionário Houaiss, mentira significa: “dizer, afirmar ser verdadeiro (aquilo que se sabe falso); dar informação falsa (a alguém) a fim de induzir ao erro...”, ou seja, segundo aquela Fonte do Saber: “Mentir é dizer ser verdade aquilo que é falso, a fim de induzir o outro ao erro”. De uns tempos a esta parte, somos dados a assistir a um espectáculo triste e lamentável que tem sido protagonizados por esses carneiros vestidos de peles de ovelhas, que todas as segundas feiras tem desviado as nossas atenções para o Centro Internacional de Conferencias “Joaquim Chissano”, ou para as suas frequentes “Conferências de Imprensa”.Vezes sem conta já aqui o dissemos, que estamos perante assassinos implacáveis que, não fosse algumas vezes a actuação das forças da Lei e Ordem, aqueles, desejariam alimentar-se de sangue diariamente. Mentira não deve ser entendida apenas como uma espécie de contrário da verdade. Alguns Psicanalistas como o médico e fundador da psicanáliseSigmund Freud, dizem que, moralmente a mentira está muito mais relacionada à intenção de enganar do que à deturpação da verdade e, eticamente, a mentira está relacionada ao dolo ou prejuízo que causa a outra pessoa. Mentira não é apenas invenção deliberada, uma ficção, pois nem toda ficção ou fábula é sinónimo de mentira. Como foi dito, a intencionalidade, assim como o dano ou prejuízo é que define a mentira.As mentiras dos Renanistas lembram-me uma estória, que vinha contido no meu Livro de Leituras da Terceira Classe Rudimentar, que contava acerca de um rapaz mentiroso incorrigível que causou muitos danos a população da aldeia onde vivia. De seguida passo a transcrever a “estória” de memoria, pois o meu livro me desapareceu faz mais de cinco décadas:” Era uma vez um jovem pastor que tomava conta de ovelhas de todas as pessoas da aldeia onde ele vivia. Logo de manhã juntava as ovelhas dos vários donos e levava-as ao campo a pastar. E à noite chamava-as e conduzia-as novamente a casa.Às vezes era agradável andar pelas colinas e o tempo passava depressa. Mas outros dias o rapaz ficava nervoso e aborrecido por não ter nada que fazer senão olhar para as ovelhas a pastar a erva fresca de manhã até à noite.Certo dia, resolveu divertir-se.- Um lobo! Um lobo! - gritou ele com toda a força. - Um lobo anda a atacar as ovelhas! Todos os camponeses saíram a correr de casa para o ajudar a afoguentar o lobo. Mas encontraram o rapaz a rir às gargalhadas com a cara de aflição deles.O rapaz fez a mesma partida segunda e terceira vez e os camponeses corriam sempre para o ajudar. Então, numa tarde escura de Inverno, quando o rapaz se preparava para reunir as ovelhas e levá-las para casa, apareceu um lobo de verdade a rondar ali. O primeiro sinal foi o balir assustado das ovelhas. E, observando no escuro, viu um vulto cinzento rastejando em direcção ao rebanho. O lobo parecia enorme e ele só tinha o cajado para se defender. A gritar «Um lobo! Um lobo! Um lobo anda a atacar as ovelhas!», com toda a força dos seus pulmões, correu para a aldeia. Mas desta vez os camponeses não saíram de casa para dar caça ao lobo. Um ou dois ainda desviaram os olhos do que estavam a fazer ao ouvir aquele barulho, mas todos ou outros encolheram os ombros e disseram:- Já não é a primeira vez que ele prega esta partida.E antes que o rapaz conseguisse alguém para o ajudar, o lobo tinha levado todas as ovelhas.Moral da “estória”:Ninguémacredita num mentiroso mesmo que ele diga a verdade.Assim agem os Renamistas. Que Deus nos acuda!