Na última sexta-feira quando ia sair do jornal, ouvi um tim tim…era o meu celular que indicava que uma mensagem acabara de entrar. Desliguei o computador, o ar condicionado, o televisor. E antes de apagar as luzes, verifiquei a mensagem que acabara de entrar. Era a mensagem de casa pedindo para eu passar da padaria e comprar pão.

Saí do jornal e depois de enfrentar o tráfego que nos últimos dias tem sido crescente, cheguei, finalmente, a padaria. Uma padaria concorrida por produzir pão de lenha. Havia uma bicha enorme. Perguntei quem era a última pessoa. Na bicha, eu seguia uma senhora. Quinze ou dezassete minutos depois chegou a minha vez. Pedi quatro pães e um plástico, ao mesmo tempo que entregava o dinheiro.

A jovem que estava do outro lado do balcão recebeu o meu dinheiro e deu-me o troco.

Depois de me dar o troco ela levou o dedo indicador para a língua, molhando-o com a saliva. A seguir direccionou o dedo para um montão de plásticos pretos que estavam no balcão. Fê-lo porque os plásticos vêm aos montes e geralmente ficam colados. Para separar ou tirar um plástico, ela humedece o dedo com a saliva.

Entretanto, depois de tirar o plástico, ela queria pegar o pão, sem que a mão dela estivesse revestida daquele “plastiquinho” transparente que funciona como se fosse luva. Eu, de imediato, reclamei perguntando a ela como é que queria pegar o pão com a mão desprotegida depois de molhar o dedo com a saliva! Ela, sem receio nenhum e com cara de inocente disse que havia se esquecido de usar o “plastiquinho”. De facto, depois da minha reclamação ela usou o “plastiquinho” e entregou-me o pão.

As pessoas que vinham atrás de mim, na bicha, ficaram atentas para ver se ela iria ter o mesmo surto de esquecer o plástico protector ou pegaria o pão com as mãos. Felizmente ela já estava atenta.

Foi aí que me lembrei de cenários similares que acontecem nos supermercados, mercearias e outros tipos de centros comerciais. Nos quais, os funcionários que atendem nem sempre primam pelo cuidado de proteger suas mãos antes de tocarem nos produtos.

Ainda sobre o pão, a senhora que eu seguia na bicha, depois de levar os cinco pães alertou: “meu filho, veja o que eu estou a fazer, trocar de recipiente do pão. Eu tenho um saco próprio para o pão. O que acontece é que nós compramos o pão bem quente e logo metemos no plástico preto. Ao longo da distância que percorremos para casa. O pão quente liberta calor e o plástico tem a tendência de derreter ou então libertar certos produtos da sua composição. E quando isso acontece o pão absorve diversos químicos usados para fabricar o plástico. Claro que isso é invisível. Mas diariamente estamos sujeitos a esta situação de um pão quente estar em contacto com um plástico frágil. Vamos acumulando bactérias que um dia ser-nos-ão prejudiciais para a saúde. Portanto, apelo para que, podendo, passes a levar de casa o recipiente para colocar pão ou então use o cartuz. Caso não consiga fazer isso, sempre que chegar a casa tire o pão do plástico”.

Ouvi atentamente a senhora e retive o recado dela.  Do mesmo jeito alerto a todos para que no acto da compra quer seja pão quer seja outro produto qualquer, fiquem atentos em relação a estes pequenos detalhes de higiene e protecção dos produtos que compram. Pois, a saúde não tem preço.

Por Frederico Jamisse
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