“Aparte-se do mal, faça o bem: busque a paz e siga-a” - Pe 3:11

Parece-me que o constante reaparecimento de homens armados “descomandados” no Centro do país não só é uma ameaça à nossa frágil paz, como também poderá assustar e desencorajar investidores. Um pequeno exemplo que vem de um dos meus tantos amigos estrangeiros, no caso, um chileno, Javier Maximiliano Gonzaléz, da  Universidade Austral de Chile (UACh), uma das mais importantes instituições de investigação chilena e a mais antiga ao Sul do país fundada em 1954. Na sexta-feira passada ligou-me muito preocupado, pois desde que nos conhecemos há mais de uma década no Brasilguardou o sonho de um dia conhecer o nosso país. Só que manteve sempre um pé atrás devido à pouca informação sobre nós que só nos conhece através da Comunicação Social. Mas sempre pelos maus motivos: guerras, ciclones, cheias, inundações, seca, etecétera. Tratei de sossegar ao meu amigo, explicando-lhe que o nosso país, localizado na costa oriental da África Austral, é um dos mais belos recantos do mundo para se viver, de tal sorte que nós orgulhosamente chamamo-lo “Pérola do Índico”. Garanti ao meu amigo Gonzaléz que, apesar de sermos descendentes de Australopitecos como quaisquer outros africanos, vivemos uma civilização ocidental tal como os chilenos a mesma imposta pelos colonizadores “eurasianos basais”, povos que haviam deixado este continente há mais de 60 mil anos. Assegurei-lhe que o nosso país é tão normal quanto outro qualquer do mundo. Não foi fácil convencer o meu amigo Professor Gonzaléz que, ao “skype”, me parecia conhecer-nos melhor do que nós próprios. O que ele lê e ouve sobre nós é que Moçambique é uma espécie de um vulcão latente, que a qualquer momento pode entrar em erupção, devido à existência no Centro, numa região montanhosa, dum grupo de homens armados entrincheirados nessa montanha. Gonzaléz soube que actualmente tais homens andam “desgovernados” desafiando ao novo líder do movimento rebelde, que é diferente do anterior. O meu amigo Gonzaléz falava-me como se tivesse tido contactos directos com o falecido líder dos homens armados que o descreve comparando-o a um tal seu amigo brasileiro, Aride Alves, uma conhecida lenda no mundo do circo. Valentão, o tal de Aride Alves, era capaz de entrar sozinho e desarmado numa jaula com 12 leões e controlar as feras como se fossem gatinhos de estimação, e que não havia leão, elefante, búfalo, cobra mamba ou chimpanzé que não se curvassem ao estalo do seu chicote e à sua voz grave. Temido, o anterior líder tinha talento para dominar, de tal modo que, quando se tratasse de dar ordens, para agir ou parar todos obedeciam num ápice. Terminou o meu amigo Gonzaléz afirmando que parece que o actual sofre duma contestação por uma notável falange de insurgentes de tal modo que, no país, a paz ainda anda longe. Não o convenci. Se nem eu estou convicto da paz genuína! Agora, cá entre nós, será que daquela reunião nacional entre o Governo e religiosos, na qual participaram muitos possuidores de capacidades e habilidades paranormais, com poderes sobrenaturais e clarividência, psicocinesia (habilidade de mover ou manipular objectos com a mente), telepatia e precognição (habilidade de prever eventos) não poderia ter-se constituído um grupo de “experts” para deslocar-se a Gorongosa para convencer os insurgentes a deporem duma vez por todas as armas e devolver-nos a paz?Que tal!? Porque deixar tudo para o Presidente correr sozinho esse risco?

Por Kandiyane Wa Matuva Kandiya
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