Tal como nos primórdios da Inde­pendência Nacional, em que o verbo ajudar conjugava-se, todos os dias, no presente do indicativo, voltamos a espantar o mundo, também ele so­lidário, pela maneira como nos com­portamos nestes dias extremamente penosos para todo o país, para toda a nação.

 Sim, estes somos nós, moçambica­nos com “M” maiúsculo, o que faz de nós um povo particular. Nos primór­dios da Independência Nacional, cedo conquistámos o epíteto de povo alegre e solidário, mesmo vivendo debaixo de carências de vária ordem, em resultado das sanções impostas pelo regime do “apartheid”.

As lágrimas que tivemos de verter nesse tempo, mais do que nos empurra­rem para o abismo, funcionaram como oxigénio para alimentar a nossa com­bustão interior para não vacilarmos ou desistirmos.

Quando tudo isso no meu imaginário parecia morto, esquecido e enterrado, eis que a tragédia ocasionada pelo ci­clone Idai trouxe à tona todo esse acer­vo que circula no sistema circulatório de 28 milhões de moçambicanos e com mais um aditivo.

A corrente solidária que corre por este Moçambique está a ser impulsiona­da, em grande medida, por jovens que não viveram as dificuldades do passado.

Para mim, fica claro que as narrativas que as pessoas mais velhas foram tendo com as mais novas, ao longo do tempo, não caíram em saco roto.

 
Por André Matola
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