A Força de Alerta da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) deverá chegar a Moçambique dentro em breve para prestar a sua ajuda no combate ao terrorismo que assola alguns distritos da província de Cabo Delgado.

A garantia foi dada esta manhã, em Maputo, por Mpho Molomo, representante especial da missão conjunta da SADC, no final da audiência que lhe foi concedida pela ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Verónica Macamo.

Na ocasião, Mpho Molomo destacou que actualmente encontra-se em Moçambique um grupo de militares que, com a ajuda do Governo, está a trabalhar no estabelecimento de escritórios, com vista a uma melhor intervenção em Cabo Delgado.

Os estados membros da SADC estão todos a trabalhar com vista a criar condições para mandatar as suas tropas à Moçambique, o que será em breve. Asseguramos que quando tudo estiver pronto e as forças estiverem cá vamos anunciar a sua chegada”, disse.

O representante especial da missão da SADC referiu ainda que “a presença da SADC em Moçambique visa acompanhar o país bem como expressar a nossa solidariedade em relação à actual situação no norte da Cabo Delgado. Também queremos facilitar a restauração da paz e tranquilidade como forma de garantir o desenvolvimento da nossa região”, sublinhou.

Por seu turno, a ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, explicou que a chegada das força da SADC a Moçambique significa esperança e a concretização de sonho dos líderes da região de erradicar o terrorismo e as suas manifestações no país.

A criação do Centro de Operações Humanitárias e de Emergência da SADC, baseado em Nacala-Porto, província de Nampula, coloca os países da região na vanguarda da resposta aos efeitos das mudanças climáticas.

Nyusi, que falava durante a abertura da Cimeira Extraordinária dos Chefes de Estado e do Governo da SADC, sublinhou que para que o centro corresponda as expectativas os estados-membros devem acelerar a conclusão dos acordos sobre a matéria, incluindo a nomeação de pontos focais nacionais.

A escolha da cidade de Nacala-Porto para a colocação do centro deve-se ao facto de possuir um porto com águas profundas, onde podem atracar navios de grande calado, possuindo também um aeroporto para aterragem de qualquer tipo de aeronave.

O Presidente da República e em exercício da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), Filipe Nyusi, afirmou que a pandemia da covid-19 trouxe consequências graves para as economias  dos países da região, o que dificultou o financiamento as iniciativas de desenvolvimento regional. 

Nyusi que falava terca-feira em Maputo, por ocasião da realização do Fórum de Negócios da região, reconheceu que o evento ocorre num momento em que a pandemia global determinou a recessão económica, tendo afectado todos os países.

Acrescentou que a covid-19 trouxe consequências negativas, nomeadamente a quebra das exportações e do Produto Interno Bruto (PIB), o que dificultou a colocação de linhas de crédito especiais à disposição do sector empresarial dos países-membros da comunidade por via das autoridades monetárias dos respectivos países, incluindo medidas  extraordinárias sobre a gestão dos bancos comerciais.

Nyusi observou que o volume de exportações dentro da SADC passou de 15.8 para 19.5 por cento em 2018, cerca de 154 mil milhões de dólares americanos.

O Presidente da República e em exercício da SADC, Filipe Nyusi , exorta os Chefes do Estado e Governo da região a aprofundarem o conhecimento sobre o terrorismo que assola alguns distritos da província de Cabo Delgado, por fora a encontrarem uma resposta cabal, colectiva e regional, evitando que o mal se alastre para outros países.

Nyusi, que falava na abertura da Cimeira Extraordinária da SADC considera ser imperioso o estudo das células terroristas espalhadas pela região, “de modo a garantir o sucesso no combate a este flagelo, e salvaguardar os nossos valores culturais, os interesses sócio -económicos e defender as nossas soberanias”.

Para o Presidente Nyusi a abordagem deve partir do pressuposto de que o terrorismo é uma ameaça global que exige esforços conjugados para o seu combate exitoso.

 “Não descansaremos enquanto não alcançarmos a vitoria final que é a paz e o progresso em cada canto da nossa região, sublinha.