Moçambique registou, no primeiro trimestre deste ano, cerca de 64 mil novos empregos nos diferentes sectores de actividades, com destaque para a indústria extractiva, serviços, educação e saúde.

A informação foi prestada esta manhã pelo Primeiro-Ministro, Carlos Agostinho do Rosário, na abertura ,em Maputo, da Reunião de Alto Nível sobre Emprego, um encontro cujo objectivo principal é buscar soluções holísticas e integradas que assegurem a geração de mais oportunidades de emprego no país.  O encontro foi organizado pela Secretaria de Estado da Juventude e Emprego. 

Na ocasião, Carlos Agostinho do Rosário congratulou o facto de os novos empregos terem sido gerados num momento de adversidades impostas pela pandemia da covid-19, acções terroristas em Cabo Delgado e ataques armados na zona Centro.

Aliás, perante as adversidades, o Governo tomou um conjunto de medidas de âmbito monetário, fiscal e não fiscal com o objectivo de apoiar as micro, pequenas e médias empresas, tendo em conta a capacidade económica do nosso país.

“O emprego constitui um dos principais pilares da nossa acção governativa no presente quinquénio. Ao elegermos o emprego como uma das prioridades da nossa acção governativa, temos como objectivo criar condições para geração de mais postos de trabalho, incluindo autoemprego e renda para os moçambicanos, sobretudo os mais jovens, contribuindo desta forma para a melhoria contínua das condições de vida da população”, frisou.

Entretanto, para o alcance deste objectivo o Governo está a implementar a Política de Emprego que define, de forma clara, o caminho que se tem de percorrer para a criação de mais emprego e assegurar a empregabilidade dos moçambicanos.

“A materialização da Política de Emprego é feita através de Planos de Acção. É neste âmbito que, hoje, acabamos de testemunhar o lançamento do Plano de Acção para o período 2021-2024”, frisou Carlos Agostinho do Rosário.

Trata-se de um plano que contém orientações e acções referentes à empregabilidade, estímulo a criação de mais emprego, economia informal, empreendedorismo, emprego verde, inclusão e trabalho digno, bem como o combate ao trabalho infantil, de entre outros.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, reafirmou que o Governo de Moçambique em momento algum recusou apoios, salvo aqueles oriundo de entidades ou países que o pretendem fazer por vias não formais ou não directas. “Reafirmamos a abertura à cooperação e ajuda nos termos e modalidades a serem discutidos no quadro dos mecanismos formais estabelecidos”.

Dirigindo-se esta tarde em Maputo aos membros do corpo diplomático acreditados no país, o Chefe do Estado reiterou que a responsabilidade primária de combate ao terrorismo é das Forças Armadas da Defesa de Moçambique (FADM) que precisam de ser capacitadas e equipadas para fazer face a este fenómeno global.  

Sublinhou serem injustas as informações postas a circular segundo as quais o Governo não aceita apoios dos parceiros.

“Nós somos Moçambique, um país soberano, por quê precisa-se de intermediários para falar com um outro país soberano, portanto, uma instituição oficial. O Governo é o interlocutor que tem estado a arrolar todas as necessidades para implementar nos esforços nacionais já em curso e continuará a desempenhar esse papel”. 

O Presidente da República deixou claro que não é necessário recorrer aos “meninos de recados” para dialogar com o Governo salvo se a diplomacia esteja a falhar.  “Não é possível falarmos? Temos instituições formais e fortes e sempre afirmamos que não precisamos de intermediários para falar sobre problemas de um país irmão”.

Disse que é tendo em conta os esforços conjuntos para solucionar o problema que Moçambique está em contacto contacto com países membros da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral para encontrar os mecanismos de intervenção.

Nós em Moçambique reconhecemos que sozinhos não conseguiremos erradicar este flagelo, daí que acolhemos com agrado a manifestação de solidariedade e interesse em apoiar-nos nessa luta e temos exemplos de parceiros aqui presentes que estão a apoiar-nos com actos”, observou o Chefe do Estado reiterando que o terrorismo é um fenómeno global que ameaça a todos os países.

De referir que alguns distritos da província de Cabo Delgado estão a ser vitimas de ataques terroristas desde o ano de 2017 que já causaram mais de dois mil mortos e 800 mil deslocados.