O Presidente da República, Filipe Nyusi, reafirmou que os jornalistas devem pautar  pelo respeito pelos valores mais elementares da família e dignidade da mulher e criança na divulgação da informação, sobretudo a atinente ao terrorismo que afecta alguns distritos da província de Cabo Delgado.  

Os nossos concidadãos não merecem ser expostos quando são atacados pelo terrorismo . O cidadão tem de ser maximamente respeitado”, sublinhou o Chefe do Estado.

Nyusi, que falava hoje em Maputo momentos depois de conferir posse a Eliseu Bento como membro do Conselho Superior da Comunicação Social (CSCS), afirmou aquele órgão tem a nobre responsabilidade de garantir a livre circulação de informação na sociedade, assegurando a independência dos órgãos de comunicação social no exercício de direito à informação e liberdade de imprensa .

O Presidente da República, Filipe Nyusi, desafia os titulares dos órgãos de governação descentralizada provincial a saberem coabitar no mesmo território onde exercem as suas funções, de modo a garantir uma convivência sã e harmoniosa entre os diversos actores.

Nyusi, que falava esta manhã após conferir posse aos novos secretários de Estado da cidade de Maputo, Vicente Joaquim e de Cabo Delgado, António   Supeia, destacou a importância do alto sentido de estado, bem como do respeito das diversas áreas de actuação, no contexto do paradigma de descentralização em vigor no país onde coabitam diversos órgãos governativos no mesmo espaço.

O Presidente da República desafiou, ainda, os empossados a usarem os mecanismos que a lei lhes confere para agilizar os métodos de trabalho, sem no entanto, dispensarem os encontros informais para a construção de consensos e dissipação de equívocos em prol do bem comum. 

Para o Chefe do Estado, é preciso saber ouvir e aprender, e com humildade tomar decisões. “Mas sempre saibam que toda e qualquer decisão que tomais sois vós os responsáveis em todas as dimensões. Neste contexto é imperioso que trabalhem em estreita harmonia e coordenação com os órgãos de governação descentralizada eleitos”. 

De referir que Vicente Joaquim substitui Sheila Afonso enquanto António Supeia vai ocupar deixado vago por Armindo Ngunga, nomeado  director da  Agência de Desenvolvimento Integrado de Norte (ADIN).

A iniciativa presidencial Água Para Vida (PRAVIDA) está a beneficiar a cerca de 1,7 milhão de pessoas em todo o país. Trata-se de um programa lançado há 2 anos anos pelo Presidente da República, Filipe Nyusi visando a melhoria do abastecimento de água às cidades e vilas em todo o território nacional.

Segundo o Chefe do Estado, o objectivo é garantir o alargamento do fornecimento de água potável até ao ano de 2024. “Pretendemos incrementar a cobertura de serviços e horários de abastecimento de água nas zonas rurais de 52 para 70 por cento e nas urbanas de 83 para 90 por cento”.

Nyusi destacou igualmente que o Governo pretende também melhorar o saneamento nas zonas rurais de 32 para 55 por cento sendo que urbanas será de 56 por cento para 80.

A população da área metropolitana do Grande Maputo (Cidades de Maputo e Matola e o distrito de Marracuene) passam a dispor de mais água potável com a inauguração esta manhã, pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, da Estação de Tratamento de Água de Sábié.

A infra-estrutura tem capacidade para produzir 60 mil metros cúbicos de água por dia, num investimento de 220 milhões de dólares norte americanos.

Trata-se de empreendimento localizado no posto administrativo de Sábie, distrito da Moamba, província de Maputo que numa primeira fase vai abastecer, adicionalmente, a cerca de 560 mil pessoas dos municípios da Matola, Maputo e distrito de Marracuene.

Construída no âmbito dos esforços de expansão do sistema de abastecimento deste recurso à região metropolitana do Grande Maputo, a infra-estrutura compreende uma linha de transporte de cerca de 100 quilómetros do distrito da Moamba até ao bairro da Machava, no município da Matola e prevê outros 18 quilómetros de conduta adutora para os centros distribuidores de Intaka, Matlemele e Guava.

Intervindo na ocasião, o Presidente da República sublinhou que a infra-estrutura visa garantir a disponibilidade de água potável durante todo o ano e reduzir as restrições no seu fornecimento causadas pela limitação do rio Umbeluzi até então única fonte.

O Chefe do Estado apelou à população residente ao longo da conduta no sentido de preservá-la para que o investimento feito não tenha sido em vão.

Por conta disto, não queremos ouvir actos de sabotagem deste projecto moderníssimo. Acima de tudo, a população deve ter em conta que a água nunca é suficiente daí a necessidade de poupa-la sobretudo agora que temos de lavar as mãos sempre. É preciso fechar as torneiras, evitar derrames...”, salientou.   

O Presidente da República, Filipe Nyusi, reafirmou que o Governo de Moçambique em momento algum recusou apoios, salvo aqueles oriundo de entidades ou países que o pretendem fazer por vias não formais ou não directas. “Reafirmamos a abertura à cooperação e ajuda nos termos e modalidades a serem discutidos no quadro dos mecanismos formais estabelecidos”.

Dirigindo-se esta tarde em Maputo aos membros do corpo diplomático acreditados no país, o Chefe do Estado reiterou que a responsabilidade primária de combate ao terrorismo é das Forças Armadas da Defesa de Moçambique (FADM) que precisam de ser capacitadas e equipadas para fazer face a este fenómeno global.  

Sublinhou serem injustas as informações postas a circular segundo as quais o Governo não aceita apoios dos parceiros.

“Nós somos Moçambique, um país soberano, por quê precisa-se de intermediários para falar com um outro país soberano, portanto, uma instituição oficial. O Governo é o interlocutor que tem estado a arrolar todas as necessidades para implementar nos esforços nacionais já em curso e continuará a desempenhar esse papel”. 

O Presidente da República deixou claro que não é necessário recorrer aos “meninos de recados” para dialogar com o Governo salvo se a diplomacia esteja a falhar.  “Não é possível falarmos? Temos instituições formais e fortes e sempre afirmamos que não precisamos de intermediários para falar sobre problemas de um país irmão”.

Disse que é tendo em conta os esforços conjuntos para solucionar o problema que Moçambique está em contacto contacto com países membros da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral para encontrar os mecanismos de intervenção.

Nós em Moçambique reconhecemos que sozinhos não conseguiremos erradicar este flagelo, daí que acolhemos com agrado a manifestação de solidariedade e interesse em apoiar-nos nessa luta e temos exemplos de parceiros aqui presentes que estão a apoiar-nos com actos”, observou o Chefe do Estado reiterando que o terrorismo é um fenómeno global que ameaça a todos os países.

De referir que alguns distritos da província de Cabo Delgado estão a ser vitimas de ataques terroristas desde o ano de 2017 que já causaram mais de dois mil mortos e 800 mil deslocados.