Moçambique registou, nas últimas 24 horas, um total de 32 óbitos  em pacientes infectados pelo novo coronavírus, segundo um comunicado do Ministério da Saúde (MISAU) recebido há instantes.

Este é o maior número de mortos registados no país, num só dia, desde a ocorrência do primeiro caso de covid-19, em Março do ano passado.

De igual modo, nas últimas 24 horas, 1.704 indivíduos testaram positivo para a covid-19, dos quais 1.677 são de nacionalidade moçambicana e 27, estrangeiros. Todos os novos casos resultam de transmissão local, com a cidade de Maputo a liderar a lista de infecções, com 1.111 casos, correspondendo a 65.2% do total dos casos novos hoje reportados em todo o país e uma taxa de positividade de 41.2%, seguida pela província de Maputo, 161, o equivalente a 9.4% e uma taxa de positividade de 42.8%. A nível nacional, a taxa de positividade nas últimas 24h foi de 34.4%, enquanto  a taxa de positividade acumulada é de 15.2%.

Segundo a mesma fonte, em igual período foram reportados 82 novos internamentos e 53 altas hospitalares.

Entretanto, o MISAU reporta ainda 1.721 casos totalmente recuperados da covid-19, em todo o país.

Mais de 90 por cento das empresas moçambicanas registaram, no primeiro semestre de 2020, perdas no volume de negócios, entre 41 a 53 por cento.

A informação foi partilhada esta tarde em Maputo pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, durante uma reunião virtual sobre as economias africanas no âmbito do (IDA) Associação para o Desenvolvimento Internacional.

Segundo o Presidente da República no caso específico de Moçambique pesaram para os baixos níveis de produção e produtividade, para além da pandemia da covid-19, uma série de choques consecutivos, entre os quais, os ciclones Idai, Keneth e  o terrorismo no norte da província de Cabo Delgado.

O Presidente da República e em exercício da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), Filipe Nyusi, afirmou que a pandemia da covid-19 trouxe consequências graves para as economias  dos países da região, o que dificultou o financiamento as iniciativas de desenvolvimento regional. 

Nyusi que falava terca-feira em Maputo, por ocasião da realização do Fórum de Negócios da região, reconheceu que o evento ocorre num momento em que a pandemia global determinou a recessão económica, tendo afectado todos os países.

Acrescentou que a covid-19 trouxe consequências negativas, nomeadamente a quebra das exportações e do Produto Interno Bruto (PIB), o que dificultou a colocação de linhas de crédito especiais à disposição do sector empresarial dos países-membros da comunidade por via das autoridades monetárias dos respectivos países, incluindo medidas  extraordinárias sobre a gestão dos bancos comerciais.

Nyusi observou que o volume de exportações dentro da SADC passou de 15.8 para 19.5 por cento em 2018, cerca de 154 mil milhões de dólares americanos.