LABORATÓRIO DE ENGENHARIA DE MOÇAMBIQUE: Um “hospital” preocupado com a saúde das infra-estruturas

O Laboratório de Engenharia de Moçambique está vivo e bem saudável. Juiz e advogado das obras de engenharia civil, foi criado em 1947, com o intuito de dar suporte técnico às obras de construção da Estrada Nacional Número Um (EN1), quando ainda levava o nome de Laboratório de Ensaios e Mecânica dos Solos. Só mais tarde, em 1970, é que viria a se tornar Laboratório de Engenharia de Moçambique (LEM), com o alargamento das suas áreas de intervenção.

Desde então, continua aquele monstro instalado entre o cemitério de Lhanguene e a Administração Nacional de Estradas (ANE), ocupando perto de oito hectares. Neste momento o LEM cedeu parte das suas infra-estruturas à Faculdade de Engenharia da Universidade Eduardo Mondlane. No entender da direcção da instituição, a partilha de espaço com os formandos permite que os estudantes tenham acesso a diversos laboratórios para ensaios e pesquisas, o que eleva ainda mais os seus conhecimentos, afinal, ter profissionais altamente capacitados e qualificados é também uma das maiores preocupações do LEM.

A reportagem do domingo visitou as instalações do LEM para melhor se inteirar do seu funcionamento. Em conversa com o director da instituição, Enrique Filimone, ficou a saber que ela tem como missão prestar assistência técnica às obras de engenharia, fiscalizar, auxiliar na concepção de projectos e fazer a monitoria na construção e posteriores intervenções. Porque o país é vasto, o laboratório de referência passou a ocupar-se de obras de grande envergadura, sobretudo as pertencentes ao Estado, como é o caso da Ponte Maputo-KaTembe, a Estrada Circular de Maputo, construção de barragens, portagens, entre outras, deixando as obras consideradas secundárias em termos de dimensão para os laboratórios privados que já existem no país. 

ÁREAS DE ESPECIALIDADE

O LEM funciona com dois departamentos técnicos, nomeadamente, de Materiais de Construção e Estruturas. Compete à área de construção fazer ensaios de execuções, investigação e controlo de material produzido no país e importado. Para melhor prestar serviço ao público, colabora com o Instituto Nacional de Normalização e Qualidade (INNOQ) na emissão de certificados de qualidade e na elaboração de propostas normativas no sector de produção de matérias-primas. Leia mais... 

TEXTO DE PRETELÉRIO MATSINHE E EDUARDO CHANGULE

Fotos de Carlos Uqueo

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