ANÁLISE: As prováveis causas por detrás da incursão dos terroristas em Palma

A entrada dos terroristas em Palma, em plena luz do dia, despoletou diversas interpretações nos diferentes círculos de debate, principalmente nas redes sociais, sendo dominante a ideia de que tal sucedeu em clara manifestação do domínio do inimigo e da fraca capacidade de resposta a essas investidas, por parte das nossas Forças de Defesa e Segurança, uma conclusão, que se diga, muito simplista, que pode, imprudentemente, nos impedir de chegar a outras hipóteses.

A ESTRATÉGIA DE GERAR MEDO E TERROR

Porém, atentos às especificidades do “modus operandi” do grupo que aterroriza Cabo Delgado, esta teoria, por si só e com muita facilidade, cai por terra, visto que temos ali vincadas algumas características ligadas ao terrorismo, quais sejam as da “realização de um acto ou uma actividade cujo resultado pretendido é a criação de um estado psicológico de temor generalizado”, e/ou a “violência espectacular praticada com o propósito de ocupar as mentes de medo e pavor”. 

Para os terroristas, é jocoso e de interesse inadiável a geração do sentimento de insegurança no seio da população local, da sociedade em geral, bem como do Exército que está na linha da frente na defesa dos direitos da população e da soberania do Estado, daí que, por vezes, até avisam quando vão atacar, cientes e seguros de que a informação vai gerar medo e, por via disso, propiciar falhas de segurança que as capitalizam nas suas cobardes incursões.

OS TERRORISTAS NÃO TÊM NADA A PERDER/PROTEGER

A entrada, em plena luz do dia, também se justifica pelo facto de que os terroristas, contrariamente às FDS, nada têm a perder, ou seja, não têm nenhum objectivo estratégico a proteger, daí que usam a população como escudo, matam e destroem bens, tudo feito com o intuito de limitar e anular a resposta armada das FDS, pois, a estas, numa situação de confronto em que no meio esteja a população, interessa, primordialmente, garantir a integridade física da mesma, é por via disso que mesmo avistando o inimigo, o receio de produzir um mal maior, provocando danos colaterais contra a população – razão da sua luta – faz com que elas recuem, pois elas juraram proteger o seu povo.  Leia mais...

POR SALVADOR MATIKWENE

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