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A última morada das vítimas da Covid-19

Fevereiro 13, 2021 1808

As famílias têm medo de enterrar os seus mortos. Já não ajudam no transporte da urna. Choram à distância de dois metros.

A pandemia de Covid-19 desestrutura tradições e dita regras inimagináveis. “Às vezes, os familiares enlutados ficam de longe. Não ajudam e deixam tudo connosco”, descreve Alfredo António Faife, administrador do Cemitério de Michafutene.

CENÁRIO DE METER DÓ

O corpo chega embrulhado em plástico duplicado, selado, seguindo directamente ao local de sepultura, sem velório. Não se abre o caixão. É proibido.

BENTO VENÂNCIO
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