Adeus, companheiro

Custa acreditar. Faleceu João Kandiyane Cândido, nas lides literárias conhecido por Kandiyane wa Matuva Kandiya. O infortúnio foi a 11 de Fevereiro do corrente ano. Era o mais velho dos nossos cronistas, cuja experiência em muito nos serviu para aprender nesta arte quotidiana de aliar a palavra ao cerne da verdade.

Homem frontal, um verdadeiro apaixonado pelas artes e pelo jornalismo, ensinou- -nos a ser cultores da sobriedade e vontade de aprender, cultivando a verdade sempre. Primeiro com a coluna “Assombrações” e mais recentemente com “Leigo, não Burro”, passeava o verbo no que o quotidiano oferecia nas suas múltiplas facetas, reflectindo sobre a sociedade, política e religião.

Em vários momentos da sua lavra literária abordou a morte assumindo que é inevitável nos questionarmos o porquê de termos que nos despedir de alguém que amamos, ou mesmo temer o nosso próprio fim.

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