COVID-19: País volta a estar em alerta devido ao aumento de casos

Depois de uma relativa calma, o país voltou a entrar em alerta, com o aumento, nos últimos dias, de casos positivos, novos internamentos e óbitos devido à covid-19.

Desde o primeiro dia do ano até a última sexta-feira, o país vive um cenário preocupante, com o registo de 1840 casos positivos, 132 novos internamentos e 15 óbitos, num momento em que vários países ao nível da região enfrentam uma segunda vaga da pandemia.

Deste modo, o país superou a marca dos 20 mil casos com o registo na sexta-feira finda de 521 novas infecções, o maior número de casos reportados em 24 horas, desde a eclosão da doença no país.

Com efeito, até à data supracitada, Moçambique tinha cumulativamente 20.482, sendo 2818 casos activos.

No mesmo período foram reportados cinco óbitos e 30 novos internamentos. Destes, 25 são da cidade de Maputo, que é até então o epicentro da epidemia no país, com a capacidade de internamento em cerca de 50 por cento.

A cidade de Maputo reportou 153 casos, correspondendo a 29,4 por cento, seguida pela província de Maputo, com 99 casos, 19 por cento.

Face a este cenário, as autoridades da saúde mostram- -se preocupadas com a situação que pode deitar abaixo o trabalho desenvolvido por forma a reduzir o número de infecções e proteger o Sistema Nacional da Saúde, pelo que reiteram o apelo à mudança de comportamento em relação ao cumprimento das medidas de prevenção da covid-19.

O director nacional de Assistência Médica no Ministério da Saúde (MISAU), Ussene Isse, considerou sexta-feira que o aumento de casos pode vir a deitar por terra todo o esforço colectivo dos últimos meses para reduzir o número de infecções e proteger o Sistema Nacional de Saúde. “Tínhamos um grande equilíbrio entre a saúde, a responsabilidade e a implementação das medidas de prevenção da covid-19”.

“Mas temos uma janela de oportunidade para melhorar esta situação. A cidade de Maputo é, até então, o epicentro da epidemia. A capacidade de internamento neste momento está em 50 por cento. Apesar desta pressão, o sector ainda tem camas para atender e salvar mais vidas”, acrescentou.

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