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Desaparecidos no silêncio

Janeiro 09, 2021 1412

Chuck Norris é um actor americano, bem conhecido do Bula-bula, que se notabilizou no século passado devido à sua participação em numerosos filmes de acção, como “Way of the Dragon” (1972), em que contracena com Bruce Lee, “Lone Wolf McQuade” (1983) com David Carradine, na trilogia “Missing in Action” e em “The Delta Force” (1986) com Lee Marvin. Foi a estrela maior da empresa The Cannon Group, e o actor principal da série de televisão Walker, Texas Ranger, exibida de 1993 a 2001.

Cá entre os nossos adolescentes e jovens, Chuck Norris, aliás, Carlos Ray, arrebatou fãs devido ao seu desempenho no filme “Desaparecidos em Combate”. Alguns miúdos assistiram ao filme umas 30 vezes devido à quantidade de tiros, armas e um filão inesgotável de heroísmo.

Ora, nesta Pérola do Índico não deixou de provocar estranheza o silêncio de umas quantas organizações da chamada sociedade civil, que pura e simplesmente “Desapareceram no Silêncio”, apesar de tudo de invulgar que aconteceu na Terra do Tio Sam.

Bula-bula, que ainda não sofre de amnésia, recorda-se muito bem que depois da super terça de Novembro, os polícias da moral cá da Pérola do Índico ficaram literalmente mudos enquanto os pais da democracia se digladiavam (só não chegaram a vias de facto por mera sorte), com acusações de fraude à mistura.

Na semana passada, dos quatro cantos do mundo surgiram palavras de condenação, alto e a bom som, sobre o “triller” que correu no Capitólio, mas nem isso despertou algumas organizações sempre com verbo afinado nas redes sociais e não só para dizer e desdizer ainda que esse seja o seu papel, pois, de outro modo, ficam sem as verdinhas.

Criticar é uma virtude, mas desaparecer no momento em que o mundo mais precisa dos sábios conselhos destas organizações é desastroso, sobretudo para o cidadão que está habituado a ler e a ouvir tais aulas de sapiência.

Bula-bula receia que quem de dever, lá de longe, possa mandar umas quantas máquinas de cortar relva e barbear os cifrões que muito bom jeito dão para produzir um bom barulhinho para animar a malta em cafés e discotecas da praça enquanto na atmosfera ribombam os sons de batuque, flautas, cornetas e saxofones.

Bula-bula sabe que, tarde ou cedo, oxalá seja mais cedo, elas, as ditas organizações de que falamos, vão exibir musculatura suficiente e tossir um pouquito, em tom condenatório, para que aquelas cenas do Capitólio não se repitam em nenhuma aldeia global do mundo.

Nada de deixar os créditos em mãos alheias. É em momentos como estes, disseram a Bula-bula, que se somam pontos, até para tornar mais coerente a melodia afinada do grupo.

O custo de “Desaparecer no Silêncio” pode ser elevado. Quem avisa amigo é, diz um velho ditado popular. Vá aí um comunicadozito. Interrompam as férias e convoquem uma conferência de imprensa básica e digam uma ou duas palavras.

Quanto a Chuck Norris são conhecidas as suas acções benignas. Em 1990 criou a United Fighting Arts Federation (UFAF) e a KickStart, programas que promovem o estudo das artes marciais entre as crianças em risco, como táctica para as afastar do mundo da droga.

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