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INQUÉRITO: Cidadãos avaliam o ano 2020

Dezembro 26, 2020 1121

Quatro dias separam-nos de 2021. O ano prestes a findar esteve repleto de acontecimentos intensos, desde a eclosão do coronavírus no país à intensificação de ataques armados no Centro e Norte, que contribuíram para que o 2020 dos moçambicanos seja um ano atípico. Nesta senda, domingo saiu mais uma vez à rua para saber como os munícipes avaliam o ano.

Planos adiados

- Mércia Franze, estudante

Para mim, 2020 não foi bom. Sou estudante e esse seria meu último ano, mas a pandemia trouxe mudanças que me prejudicaram. Tive de mudar do sistema semestral para modular, do presencial para on-line e não consegui adaptar-me.

O resultado disso é que próximo ano terei de continuar a estudar e deixar para trás os planos que tinha feito para 2021. No entanto, fico feliz pelas pessoas que, mesmo diante dos desafios impostos pela covid-19, conseguiram alcançar os seus objectivos.

 Ano desafiador

- Tebo Nhandlale, estafeta

 O ano não foi dos melhores, várias planos foram interrompidos devido à pandemia do coronavírus. Contudo, no âmbito profissional correu bem, há males que vêm para o bem. No sector onde trabalho, de prestação de serviços, houve mais adesão porque as pessoas optaram por ficar em casa.

Entretanto, o país não depende apenas de um sector, foi um ano de desafios porque várias pessoas perderam seus postos de trabalho, os ataques armados no centro e norte do país afectaram-nos. Acredito que de alguma forma todos ficamos prejudicados, espero que o próximo ano traga melhores coisas.

Ano para esquecer

- Pedro Zimba, ardina

 Para mim, o ano foi terrível e vai ficar para o esquecimento. No início prometia, mas por causa da pandemia a situação mudou drasticamente.

Penso que mesmo a nível pessoal os planos são feitos com base na nossa produção e com a eclosão do coronavírus muita coisa ficou estagnada. Os projectos que havia traçado ficaram parados, só me resta aguardar para ver o que me reserva o ano 2021.

 Ano difícil

- Amélia Machaieie, funcionária pública

 Pelas opiniões que tenho ouvido, foi um ano difícil para o nosso país. É certo que não tivemos muitas mortes comparado a outros países, como a vizinha África do Sul, mas tivemos acidentes de viação que ceifaram muitas vidas.

Entretanto, a nível pessoal, o ano correu bem. Felizmente, quando foi decretado o estado de emergência, estava a fazer um curso de especialização no centro do país. Leia mais...

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