Governo pondera criar unidade anti-raptos

O Governo moçambicano pondera criar uma unidade vocacionada para a investigação de raptos com vista a combater este mal e outros crimes relacionados que têm vindo a afectar sobretudo a classe empresarial em Moçambique.

Para o efeito, segundo o Presidente da República, Filipe Nyusi, que está a apresentar o Informe Anual sobre o Estado Geral da Nação, o executivo vai solicitar a assessoria de outros países que já têm uma unidade do género e que  estão a combater com sucesso os raptos.

Este ano, Moçambique registou até ao momento 16 casos de raptos, sendo seis na cidade de Maputo, cinco em Sofala, três na província de Manica e dois na província de Maputo. Destes, apenas três foram esclarecidos sendo que as vítimas voltaram ao convívio familiar.

“A nossa capacidade de esclarecimento de casos de raptos deixa ainda muito a desejar. É preciso fazer mais e melhor. Em coordenação com a sociedade civil, a PRM deverá fazer tudo para combater este tipo de crime”, disse Filipe Nyusi.

O Chefe do Estado revelou ainda que o país registou mais de 14 mil casos de crimes este ano, contra 15 mil do ano passado. Neste contexto, assumiu o compromisso de continuar a prover meios à Polícia da República de Moçambique (PRM) para melhorar o combate ao crime.

 

 

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