Terrorismo causa mais de 500 mil deslocados

Cerca de meio milhão de pessoas foi forçado, até o momento, a abandonar as suas zonas de origem e a refugiarem-se em outros locais nas províncias de Cabo Delgado, Niassa, Nampula, Zambézia, Manica, Sofala e Inhambane em consequência das acções terroristas. 

 A informação foi avançada nesta manhã pelo Primeiro-Ministro, Carlos Agostinho do Rosário, na Assembleia da República (AR) durante a Sessão de Perguntas ao Governo. 

 Para responder à situação, foi activado o Centro Nacional Operativo de Emergência (CENOE) e as suas delegações provinciais e distritais de modo a garantir a assistência à população afecatada, bem como a coordenação das acções para melhor servir aos necessitados.

 Segundo o Primeiro-Ministro, com a operacionalização destes mecanismos de coordenação multi-sectorial, o Governo está presente no terreno a assegurar a assistência humanitária aos deslocados.

Acrescentou que a preservação da paz, tranquilidade e segurança públicas são factores fundamentais para todos moçambicanos continuarem focados no desenvolvimento socioeconómico do país e na melhoria das suas condições de vida.

"Todos os moçambicanos devem se juntar aos esforços do Chefe do Estado no combate as acções terroristas, implementação do processo de Desmobilização, Desarmamento e Reintegração (DDR) em curso bem como no aprofundamento do diálogo e reconciliação", observou.

 Agostinho Do Rosário afirmou ainda que o terrorismo, os ataques armados na zona centro do país, os raptos, os assassinatos e outros tipos de crimes que enfermam a sociedade, “constituem barreiras ao processo de desenvolvimento do nosso país, bem como a melhoria do bem-estar da população”.

 Por conta disto, afiançou, "reiteramos o nosso compromisso de continuar a desenvolver acções visando o reforço da capacidade combativa das Forças de Defesa e Segurança, quer em termos de formação, meios e equipamentos para prosseguirem de forma implacável e eficaz no combate aos criminosas que põem em causa o processo de desenvolvimento do nosso país". 

 De referir que o Governo está na AR até amanhã para responder as cinco perguntas das três bancadas, relacionadas com os sectores da Educação, Saúde, actuação da Polícia da República de Moçambique, Transporte e guerra em Cabo Delgado.

 

 

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