Câmara de Comércio preocupada com informais

A Câmara de Comércio de Moçambique (CCM) está a trabalhar para atrair o sector informal para o formal. Numa primeira fase, devido à covid-19, serão abrangidas dez mulheres que serão capacitadas em matérias de agro-processamento, certificação de qualidade, registo de empresas e exportação.

Para a concretização deste desiderato, a CCM vai contar com a parceria do Instituto Agrário de Boane. Um estudo do Banco Mundial indica que 86,71 por cento da força de trabalho moçambicana – na sua maioria jovens e mulheres – estão empregues no sector informal.

Mesmo assim, a presidente do pelouro de Género e Sector Informal da CCM, Mody Maleiane, considera este exercício de capacitação inadiável. Foi neste espírito que Mody Maleiane visitou, há dias, o mercado grossista do Zimpeto, na cidade de Maputo, para se inteirar do negócio neste local, onde os informais disseram que gostariam de ter facilidades na importação de bens.

“Os comerciantes queixaram-se da onerosidade na tramitação de documentos para a formalização das suas actividades”.

Mody Maleiane acredita na sensibilização deste grupo para filiar-se à câmara de modo a beneficiar de oportunidades de expansão de negócio a nível nacional e internacional, usufruir de quotas bonificadas, apoio e orientação jurídica gratuita, acesso a descontos especiais, capacitações e formações.

Estima-se que estejam no sector informal 11 milhões de pessoas, contra 1,1 milhão no formal. “Se conseguíssemos conquistar 3 por cento deste grupo de informais seria uma mais-valia para impulsionar a economia”, deseja Mody Maleiane. Defende que o pagamento de impostos não pode ser entrave para a almejada transição e explicou que o importante é que os informais percebam o funcionamento do sector formal. Leia mais...

Texto de Idnórcio Muchanga

idnóThis email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it.

Classifique este item
(0 votes)