PARA ÁFRICA DO SUL: Política externa de Moçambique marcada por hostilidade e amizade

- Em livro a lançar amanhã, o académico Paulo Wache rebate a tese de que os países agem em função dos mais ricos

Paulo Mateus António Wache, doutorado em Relações Internacionais, lança amanhã dois livros – “Política Externa de Moçambique para África do Sul: gerindo a diplomacia económica assimétrica” e “O Canto Diplomático: leituras efémeras do mundo multipolar”, este último uma colecção de artigos publicados no jornal domingo.

Depois de ter participado numa consultoria, em 2012, sobre a política externa da África do Sul para a África Austral, Wache decidiu completar a sua opinião analisando o que Moçambique faz em relação à África do Sul, isto por um lado. Por outro, houve uma razão mais académica e teórica, que resulta de os estudiosos defenderem que os países pequenos não têm política externa, sendo esta determinada pelo sistema e pelas grandes potências, o que significa que os primeiros apenas reagem às acções dos segundos.

“Toda a minha pesquisa foi para entender também esta dimensão, isto é, será que Moçambique só reage?”.

Ao debater a questão em causa parte do pressuposto de que há e houve sempre uma relação tensa entre Moçambique e África do Sul. “Se olharmos de 1975 para cá, tivemos os ataques a Matola, o acordo de Nkomati, redução do número de mineiros moçambicanos na África do Sul e cancelamento do pagamento em ouro”.

Todos estes factos havidos na relação entre os dois países podem ser enquadrados naquilo que Paulo Wache chama de dicotomia hostilidade-amizade.

Cita como exemplos de amizade o acordo de Nkomati que serviu para reduzir a tensão e cultivo de boa vizinhança. Leia mais...

Texto de António Mondlhane

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Foto de Inácio Perreira

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Última modificação: Sábado, 17 Outubro 2020 21:55